INFLUÊNCIA DA AGRESSIVIDADE TRIBUTÁRIA NA EVIDENCIAÇÃO DE PRÁTICAS ANTICORRUPÇÃO DAS EMPRESAS LISTADAS NA B3

Autores

  • Ana Regina Baches Vivan
  • André Carlos Einsweiller UNOESC

Resumo

Introdução: Com o crescimento da interdependência econômica, em meio ao aumento de transações comerciais e de capitais, a corrupção se expande e tem tido destaque nos últimos anos, afetando todos os países. No Brasil, não é diferente, nos últimos anos muitos escândalos de corrupção emergiram envolvendo empresas públicas e privadas, e isto ocorre tendo em vista a inconformidade da legislação e a fiscalização deficitária do governo, o que se torna atraente para empresários e gestores atuarem de maneira corruptiva. Objetivo: O estudo tem como objetivo de analisar a influência da agressividade tributária na evidenciação de práticas anticorrupção das empresas listadas na B3. Método: Utilizou-se da pesquisa descritiva, documental e quantitativa, sendo a amostra composta de 126 empresas brasileiras listadas na B3, pertencentes a carteira do IBRX50, entre os períodos de 2016 a 2018. Para esse recorte temporal, levou-se em consideração a Lei Anticorrupção nº 12.846/2013, como base no Decreto nº 8.420/2015. Os dados da variável de práticas anticorrupção foram extraídos a partir do acesso aos Relatórios de Sustentabilidade (GRI) ou equivalente, com base na análise léxica. Os dados da variável de BTD – Book tax difference, bem como as variáveis de controle, foram coletados da base de dados da Economatica®. Para a análise dos dados foi utilizada a análise de dados em painel com efeitos fixos com uso do software STATA®. Resultados: Os resultados demonstram que o comportamento tributário menos agressivo influência negativamente para evidenciação de práticas anticorrupção. O tamanho da empresa e empresas que participam do ISE também influenciam positivamente, em contrapartida, empresas com endividamento influenciam negativamente. Conclusão: Os resultados contribuem aos stakeholders como uma forma de avaliar se as empresas que possuem um comportamento tributário menos agressivo, além de pagar seus impostos se engajam com práticas de responsabilidade social empresarial, e consequentemente, divulgam práticas anticorrupação, ou se somente, cumprem seu papel de forma falaciosa, demonstrando as partes interessadas uma empresa que a prática não reflete a teoria.

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Biografia do Autor

André Carlos Einsweiller, UNOESC

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Publicado

10-11-2022

Como Citar

Vivan, A. R. B., & Einsweiller, A. C. (2022). INFLUÊNCIA DA AGRESSIVIDADE TRIBUTÁRIA NA EVIDENCIAÇÃO DE PRÁTICAS ANTICORRUPÇÃO DAS EMPRESAS LISTADAS NA B3. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão, e30882. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/30882

Edição

Seção

Joaçaba - Pesquisa