ASSOCIAÇÃO ENTRE O USO PROLONGADO DE CIGARROS ELETRÔNICOS, AUTOMEDICAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DE EVALI
Resumo
O uso de cigarros eletrônicos cresceu exponencialmente sob uma falsa percepção de segurança, sendo que o uso prolongado frequentemente induz sintomas respiratórios que levam os usuários à automedicação, uma prática que pode mascarar e agravar lesões pulmonares graves, como a EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico). O objetivo foi evidenciar a ocorrência da automedicação entre usuários de cigarros eletrônicos como tentativa de aliviar sintomas respiratórios, e sua possível influência no agravamento do EVALI. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science e Google Acadêmico, para artigos publicados entre 2020 e 2025. A busca resultou em 12 artigos elegíveis. Os resultados indicam que o uso prolongado, causa inflamação crônica e compromete a defesa imunológica pulmonar. Constatou-se que a epidemia de EVALI foi causada majoritariamente pela automedicação com o uso de dispositivos de THC contaminados com Acetato de Vitamina E (VEA), e não pelo vaping comercial. Este diluente, ao ser aquecido (pirólise), transforma-se em ceteno, um gás tóxico que afeta principalmente o sistema respiratório e a pele. Estudos recentes sugerem que metais pesados, lixiviados do dispositivo pelo uso crônico, podem catalisar essa reação tóxica. O uso prolongado debilita o pulmão, enquanto a automedicação induz a lesão pulmonar química. A falha do sistema de saúde em tratar a dependência do vaping perpetua ambos os riscos, desmistificando qualquer percepção de segurança desses dispositivos.
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