HISTERECTOMIAS ONCOLÓGICAS E NÃO ONCOLÓGICAS: AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DE ANATOMOPATOLÓGICO DAS HISTERECTOMIAS REALIZADAS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SANTA TEREZINHA, NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, NO PERÍODO DE 2006 A 2012
Resumen
A histerectomia é uma cirurgia ginecológica com ampla incidência; 20-30% das mulheres serão submetidas a essa operação até a sexta década de vida. Os motivos para a histerectomia são variáveis, incluindo etiologias malignas e benignas. Assim, optou-se por realizar este estudo, que não apresenta precedentes na área médica e acadêmica do município de Joaçaba, SC, assistido pelo Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST), apresentando como objetivo especificar quais os resultados de anatomopatológico obtidos nas histerectomias oncológicas e não oncológicas realizadas no Hospital Universitário Santa Terezinha no período de 2006 a 2012. Para isso, realizou-se um estudo observacional, retrospectivo, com variáveis quantitativas e qualitativas, decorrente de um processo de análise de resultados de exames anatomopatológicos, nos quais foi observada a idade, indicações para histerectomia, tipo de cirurgia (total ou subtotal) e retirada de anexos das pacientes estudadas. A população que fez parte do presente estudo foram as pacientes submetidas As histerectomias oncológicas e não oncológicas, no Hospital Universitário Santa Terezinha. A amostra é intencional e constituída pelas pacientes histerectomizadas, pelo Sistema Único de Saúde, no período de 2006 a 2012, cujos exames de anatomopatológico foram realizados no Instituto de Patologia Joaçaba. Como critério de exclusão, têm-se as histerectomias realizadas em decorrência das complicações de procedimentos obstétricos. O instrumento utilizado diz respeito aos resultados anatomopatológicos da peça cirúrgica das pacientes citadas como amostra. A coleta de dados foi feita no Instituto de Patologia Joaçaba, localizado em Joaçaba. A análise dos dados do presente estudo foi efetuada a partir das informações coletadas nos resultados dos exames de anatomopatológico, demonstradas por meio de tabelas. O banco de dados Excel foi utilizado para a análise dos resultados. Assim, foi obtido como resultado das 223 histerectomias analisadas, um predomínio daquelas realizadas por causas não oncológicas, representando 81,61% (n=182) do total. As oncológicas totalizaram 18,38% (n=41) dos casos. Em relação à faixa etária das histerectomias analisadas, foram feitas em pacientes de 23 a 86 anos, com média de 47,4 anos; a faixa etária predominante, presente em 42,6% (n=95) dos laudos, foi de 41 a 50 anos de idade. Em relação ao resultado dos laudos das biOpsias das histerectomias realizadas por causas não oncológicas houve predomínio dos leiomiomas que apareceram como resultado em 48,9% (n=89). Tratando-se das histerectomias por causas oncológicas, o carcinoma de células escamosas do colo abrangeu 51,22% (n=21). Como conclusão da pesquisa, ao analisar as informações contidas nos laudos de anatomopatológico, observou-se um total de 223 histerectomias, com um crescimento nos índices dessa cirurgia nos últimos três anos. As histerectomias oncológicas perfizeram aproximadamente um quinto do total, e como principal resultado aparece o leiomioma. Já naquelas não oncológicas, o principal laudo foi de carcinoma de células escamosas do colo uterino.
Palavras-chave: Histerectomia. Anatomopatológico. Útero.
