A Contribuição Essencial da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) para a Fisioterapia Forense: Uma Revisão Integrativa

Autores

  • Maria Cecília Vaccaro Brasil UNOESC
  • Felipe UNOESC

Resumo

A fisioterapia forense se estabelece como uma área de crescente relevância na assessoria técnica-científica ao sistema judiciário, focando na avaliação de funcionalidade e incapacidade em diversos contextos legais, como processos trabalhistas, previdenciários e cíveis. Para embasar essa atuação, a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma ferramenta indispensável. Este estudo teve como objetivo investigar a aplicação da CIF na fisioterapia forense, analisando sua contribuição para a padronização, objetividade e credibilidade das avaliações e laudos periciais.

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca sistemática nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram CIF, fisioterapia forense, avaliação funcional e perícia judicial, abrangendo publicações entre 2015 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Sete artigos foram selecionados para análise aprofundada, com foco na interseção da CIF e da prática pericial do fisioterapeuta.

A análise dos estudos demonstrou que a integração da CIF confere linguagem universal e padronizada às avaliações periciais, aprimorando a comunicação interdisciplinar e a compreensão dos laudos por operadores do direito. A formação do fisioterapeuta em cinesiologia e biomecânica o qualifica singularmente para a avaliação físico-funcional, essencial na determinação de nexo causal e do grau de capacidade em casos como Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT). Esta perícia, distinta do diagnóstico nosológico, foca na funcionalidade e é amplamente respaldada por resoluções do COFFITO e por importantes jurisprudências do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Superior Tribunal de Justiça (STJ). Embora a complexidade da CIF possa representar um desafio, a adoção de simplificações, como o uso de "core sets" e qualificadores básicos (0 para ausência de problema e 8 para alteração não especificada), otimiza sua aplicabilidade na rotina forense, tornando-a uma ferramenta prática e eficaz para a coleta de dados de funcionalidade em sistemas de informação e inquéritos de saúde.

Conclui-se que a CIF é um instrumento indispensável e eticamente alinhado à evolução social da profissão de fisioterapeuta, potencializando a precisão e a objetividade das avaliações periciais. Sua adoção sistemática na fisioterapia forense não só aprimora a qualidade das decisões judiciais, garantindo maior justiça social, como também fortalece o reconhecimento da expertise do fisioterapeuta no ambiente jurídico brasileiro.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Vaccaro Brasil, M. C., & Bringhenti Domingues, F. (2025). A Contribuição Essencial da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) para a Fisioterapia Forense: Uma Revisão Integrativa. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38464. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38464

Edição

Seção

Campus Xanxerê