ÁLCOOL NA GESTAÇÃO: UMA REVISÃO COM FOCO NA SÍNDROME ALCOÓLICA FETAL
Resumo
Introdução: O álcool, substância teratogênica, traz consequências para a saúde materno-infantil, dentre as quais
está inserido o Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), sendo a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) sua
manifestação mais grave. Objetivo: Descrever os impactos do uso do álcool na gestação e no desenvolvimento
fetal. Método: Trata-se de uma revisão narrativa realizada no período de fevereiro a junho de 2025, com base na
análise de 14 artigos originais e de revisão, publicados a partir de 2020 nas línguas portuguesa e inglesa,
selecionados por meio de estratégias combinando operadores booleanos e palavras-chave. A seleção destes
estudos ocorreu nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed, Web of Science e LILACS.
Resultados: Os estudos evidenciaram que aproximadamente 10% das gestantes em todo o mundo consomem
álcool no período gestacional, com maior incidência entre mulheres em contextos socioeconômicos desfavoráveis.
O consumo de álcool nesse período está relacionado a um aumento na ocorrência de condições como anemia
materna e diabetes gestacional. Além disso, foram identificadas alterações na função da placenta, incluindo
modificações morfológicas e na perfusão, comprometendo a comunicação fetoplacentária. Essas disfunções
interferem no crescimento intrauterino, além de ocasionarem malformações e distúrbios neurocognitivos no feto,
sendo a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) a manifestação mais grave relacionada à exposição pré-natal ao álcool.
Conclusão: O uso de álcool durante a gestação constitui uma questão de grande relevância para a saúde
pública, devido aos seus efeitos adversos comprovados sobre a saúde materna e o desenvolvimento fetal. A
literatura científica evidencia uma associação direta entre a exposição pré-natal ao álcool e o aparecimento de
comprometimentos físicos e neurocognitivos, especialmente característicos da Síndrome Alcoólica Fetal.
