ESTADO NUTRICIONAL E EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA COM ACADÊMICOS

Autores

  • Chimene Prade Baptistello Unoesc
  • Aline Bordignon Martins
  • Bruna Celinca dos Santos
  • Marina Werner
  • Cristiane Berti

Resumo

Introdução: A nutrição transcende a alimentação, sendo determinante da saúde e qualidade de vida, envolvendo a disseminação de conhecimento científico sobre padrões equilibrados, prevenindo Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e promovendo o bem-estar populacional. A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) é estratégia essencial para modificar comportamentos inadequados e fomentar escolhas baseadas em evidências. Nesse contexto, atividades extensionistas universitárias configuram ferramentas eficazes para promoção de hábitos saudáveis de forma interativa. Objetivo: Relatar a execução de Atividade Prática Extensionista realizada por acadêmicos do curso de Nutrição, com avaliação antropométrica de estudantes universitários e posterior orientação nutricional. Método: A intervenção foi realizada em instituição de ensino superior localizada no Meio-Oeste de Santa Catarina, conduzida por acadêmicos da 3ª fase do curso de Nutrição da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) – Campus Videira, sob supervisão docente. Participaram 21 universitários, sendo 16 mulheres e 5 homens, de diferentes cursos de graduação. Os participantes integraram circuito interativo para aferição de parâmetros antropométricos, incluindo massa corporal e estatura. A massa corporal foi mensurada por balança digital Beurer® e a estatura com estadiômetro portátil Avanutri®. Com base nessas medidas, procedeu-se ao cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), obtido pela razão entre massa corporal (kg) e estatura (m) elevada ao quadrado. A classificação do estado nutricional seguiu os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS): baixo peso (<18,5 kg/m²), eutrofia (18,5–24,9 kg/m²), sobrepeso (25,0–29,9 kg/m²), obesidade grau I (30,0–34,9 kg/m²), obesidade grau II (35,0–39,9 kg/m²) e obesidade grau III (≥40,0 kg/m²). Adicionalmente, cada participante recebeu orientação nutricional individual, acompanhada de material informativo com recomendações sobre: consumo de cereais integrais, fibras e proteínas magras; manutenção da ingestão hídrica adequada; e redução de lipídios saturados, açúcares simples, sódio e bebidas alcoólicas. Resultados: A análise do IMC demonstrou que 13 participantes (61,9%) apresentaram eutrofia, 7 (33,3%) apresentaram sobrepeso e 1 (4,8%) foi classificado com obesidade. A atividade evidenciou engajamento significativo dos participantes na coleta de dados e na assimilação de informações dietéticas. O informativo foi bem aceito, favorecendo o aprendizado de práticas nutricionais e estimulando modificações comportamentais que contribuem para a promoção da saúde coletiva. Conclusão: A atividade possibilitou a aplicação prática de conhecimentos em nutrição, destacando a importância de hábitos alimentares equilibrados na prevenção e promoção da saúde. A interação com a comunidade disseminou informações baseadas em evidências, fortalecendo a formação profissional dos estudantes e consolidando o papel do nutricionista como agente de educação e promoção do bem-estar populacional.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Prade Baptistello, C., Martins, A. B., dos Santos, B. C., Werner, M., & Berti, C. (2025). ESTADO NUTRICIONAL E EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA COM ACADÊMICOS. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e38189. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/38189

Edição

Seção

Campus Videira