RESISTÊNCIA À MICROTRAÇÃO DE RESTAURAÇÕES CERÂMICAS CIMENTADAS COM CIMENTO RESINOSO FOTOATIVADO E RESINA COMPOSTA TERMO AQUECIDA
Resumo
Introdução: Restaurações indiretas buscam ser o mais conservadoras e minimamente invasivas possível, reduzindo a
necessidade de preparos dentários extensivos para retenção mecânica. Portanto, a adesão é crucial para o
sucesso clínico e a durabilidade dessas restaurações. A cimentação adesiva de restaurações indiretas depende
diretamente do tipo de cerâmica e do substrato dentário envolvidos. Devido à ampla gama de sistemas adesivos e
cimentos disponíveis, é fundamental que o dentista esteja sempre atualizado para garantir os melhores resultados e
a satisfação do paciente. Objetivo: Comparar a resistência à tração de restaurações indiretas cerâmicas
cimentadas com cimento resinoso fotoativado e compósito resinoso termo aquecido. Método: O presente estudo
irá comparar a resistência à microtração de dois grupos de dentes, cada grupo composto por 10 elementos
dentários, restaurados com técnicas indiretas, utilizando dois tipos distintos de cimento: um cimento resinoso
fotoativado (Variolink Esthetic, Ivoclar) e uma resina composta termo aquecida (Empress, Ivoclar). A cimentação
será realizada sob condições padronizadas para garantir a reprodutibilidade dos resultados. A análise estatística da
normalidade da amostra será realizada pelo teste de Shapiro-Wilk. Se houver normalidade o teste T é
recomendado para comparação dos dois grupos. Se os dados não apresentarem normalidade, recomenda-se um
teste não paramétrico, como Mann-Whitney. Resultados: A análise estatística utilizou teste t de Student para
amostras independentes, teste de normalidade de Shapiro-Wilk e qui-quadrado para as falhas adesivas. Os
resultados demonstraram que a média do tamanho foi de 1,6 mm (±0,07) para o g1 e 1,5 mm (±0,09) para o g2, sem
diferença estatisticamente significativa (p=0,2). A resistência à tensão apresentou valores médios de 13,7 MPa (±5,1)
para o g1 e 12,6 MPa (±7,7) para o g2, também sem diferença significativa (p=0,7). O teste de normalidade
confirmou distribuição normal dos dados em ambas as variáveis (p>0,05). Em relação ao padrão de falha,
observou-se que no g1 houve predominância de rompimento entre cimento e peça (6 casos), enquanto no g2 a
maioria das falhas ocorreu entre cimento e dente (4 casos). A análise qui-quadrado indicou tendência de
diferença no padrão de falhas entre os grupos (p<0,1). Conclusão: Conclui-se que não houve diferença
estatisticamente significativa na resistência adesiva entre os grupos, mas o padrão de falha apresentou variações
que podem indicar diferenças clínicas relevantes no comportamento adesivo dos materiais testados.
