COMO STARTUPS DO AGRONEGÓCIO APLICAM A ECONOMIA CIRCULAR? EVIDÊNCIAS BASEADAS NO FRAMEWORK RESOLVE

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Resumo

Introdução: O agronegócio desempenha papel central na economia brasileira. Nesse cenário, startups de base
tecnológica, conhecidas como agtechs, vêm se consolidando como atores relevantes ao propor soluções
inovadoras para desafios do setor Objetivo: O agronegócio desempenha papel central na economia brasileira,
sendo responsável por significativa parcela do PIB nacional. Nesse cenário, as agtechs, startups de base
tecnológica, vêm se consolidando como atores centrais na proposição de soluções inovadoras para desafios do
setor agroalimentar. Entre os desafios atuais, destacam-se a necessidade de reduzir impactos ambientais ao mesmo
tempo em que se garante uma produção de alimentos suficiente para atender à demanda de uma população
que cresce exponencialmente. A economia circular surge, assim, como uma alternativa ao modelo linear de
produção e consumo e, nesse contexto, o framework ReSOLVE, composto pelas ações de regenerar, compartilhar,
otimizar, ciclar, virtualizar e trocar, se destaca como uma ferramenta útil para avaliar e orientar a adoção de
práticas circulares em diferentes setores. Método: A pesquisa adota uma abordagem quantitativa e utiliza dados
primários coletados por meio de questionário aplicado a 155 agtechs brasileiras. Para a análise, foram empregados
dois métodos estatísticos complementares: o primeiro, a modelagem de equações estruturais (PLS-SEM), possibilitou
avaliar validade e confiabilidade do framework ReSOLVE enquanto instrumento de investigação das práticas
circulares; enquanto que o segundo, o escalonamento multidimensional (MDS), permitiu visualizar e interpretar a
proximidade entre as diferentes práticas circulares adotadas pelas startups, destacando padrões de agrupamento
e predomínio de determinadas estratégias. Resultados: Os resultados obtidos pelo PLS-SEM demonstram a robustez
do framework ReSOLVE como ferramenta analítica, validando sua utilização em pesquisas sobre economia circular
no contexto do agronegócio. A análise via MDS revelou que as agtechs brasileiras concentram esforços sobretudo
em práticas de natureza interna e de maior controle organizacional, com ênfase nas dimensões otimizar, ciclar e
trocar. Em contrapartida, dimensões que demandam maior colaboração com parceiros externos e envolvem
transformações mais sistêmicas, como regenerar, compartilhar e virtualizar, aparecem de forma menos expressiva.
Conclusão: O estudo identificou a existência de um padrão de adoção de práticas circulares focados diretamente
à aspectos operacionais internos das agtechs. Dessa forma, os achados denotam que a implementação da
economia circular nas agtechs pode seguir uma lógica interna e progressiva, que parte de ações controladas
diretamente pelas startups, e que avançam gradualmente para ações que exigem maior colaboração externa.
Esse entendimento, embora baseado na percepção de similaridade de dados, pode subsidiar estratégias
gerenciais que fortaleçam a circularidade no modelo de negócio das startups, de modo que as mesmas sejam
capazes de fortalecer a transição circular no contexto do agronegócio.

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Provensi, T., & Sehnem, S. (2025). COMO STARTUPS DO AGRONEGÓCIO APLICAM A ECONOMIA CIRCULAR? EVIDÊNCIAS BASEADAS NO FRAMEWORK RESOLVE. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37726 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37726

Edição

Seção

Campus Chapecó