SUSTENTABILIDADE NA SOCIEDADE PÓS-MODERNA:

ENTRE O INDIVIDUALISMO, O ANTROPOCENTRISMO E O IMPACTO NA CONSTRUÇÃO DE UMA RESPONSABILIDADE COLETIVA

Autores

  • Hayla Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Cristhian Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Dulcimar UNOESC

Resumo

Introdução

A sustentabilidade vem sendo discutida como um princípio normativo central nos debates sobre desenvolvimento, justiça social e preservação ambiental. No entanto, apesar desse avanço regulatório, a efetivação prática da sustentabilidade tem sido comprometida por barreiras socioculturais e estruturais. O estudo parte do pressuposto de que a sustentabilidade na contemporaneidade enfrenta uma crise de significado, enraizada na forma como a cultura pós-moderna concebe o sujeito, a liberdade e o progresso.

Objetivo

O objetivo do trabalho é analisar os fatores culturais que dificultam a consolidação da sustentabilidade como prática coletiva e valor compartilhado, com ênfase nos efeitos do individualismo e do antropocentrismo na construção da responsabilidade coletiva pautada pela justiça ecológica e solidariedade intergeracional. Busca-se, ainda, refletir sobre possíveis caminhos para a reconstrução de uma cultura de responsabilidade ecológica e solidária.

Metodologia

Este estudo qualitativo possui abordagem exploratória e teórico-conceitual, utilizando-se de dados secundários por meio de revisão sistemática de livros e artigos científicos apoiando-se em ferramentas digitais baseadas em IA generativa como SciSpace, SemanticScholar, Litmaps e ChatGPT e na revisão gramatical a ferramenta Gramatikai. O percurso metodológico adotado privilegiou a análise crítica de categorias conceituais centrais, como sustentabilidade, modernidade reflexiva, risco, individualismo, antropocentrismo e responsabilidade intergeracional.

Resultados

Os obstáculos culturais e éticos dificultam a consolidação da sustentabilidade como princípio orientador da ação coletiva e entre os obstáculos, destaca-se a racionalidade predominante da sociedade pós-moderna, marcada pelo individualismo, pela fragmentação dos vínculos sociais e pela lógica imediatista. Embora os riscos ambientais estejam diagnosticados, há um distanciamento entre a consciência desses riscos e a capacidade institucional e subjetiva de enfrentá-los. Com isso, evidencia-se a importância da transformação cultural e a reconstrução da responsabilidade coletiva, inspirada em princípios como a solidariedade intergeracional e a justiça ecológica como caminho necessário para que a sustentabilidade.

Conclusão

A tensão entre os valores predominantes da sociedade pós-moderna e os princípios que sustentam a sustentabilidade revela uma crise que vai além das questões ambientais. O predomínio do individualismo, a instabilidade das relações sociais e a lógica voltada para o consumo imediato enfraquecem os fundamentos éticos e políticos necessários à construção de um senso de responsabilidade compartilhada. Ao propor um diálogo crítico com a literatura vigente, o trabalho contribui para a compreensão dos fundamentos éticos da sustentabilidade e para estimular reflexões que fortaleçam a responsabilidade coletiva diante dos desafios ambientais. Sugere-se para estudos futuros investigar resultados empíricos em diferentes contextos.

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Biografia do Autor

Hayla, Universidade do Oeste de Santa Catarina

Discente o Programa de Mestrado Profissional em Administração da UNOESC Campus Chapecó.

Cristhian, Universidade do Oeste de Santa Catarina

Docente dos Programas de Mestrado e Doutorado em Direito e em Administração da UNOESC Campus Chapecó 

Dulcimar, UNOESC

Docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Administração da UNOESC Campus de Chapecó

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Vanessa Araujo Castelo Branco, H., Magnus De Marco, C., & Julkovski, D. J. (2025). SUSTENTABILIDADE NA SOCIEDADE PÓS-MODERNA: : ENTRE O INDIVIDUALISMO, O ANTROPOCENTRISMO E O IMPACTO NA CONSTRUÇÃO DE UMA RESPONSABILIDADE COLETIVA . Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37647 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37647

Edição

Seção

Campus Chapecó