VIOLÊNCIAS DE GÊNERO EM UNIVERSIDADES: ANÁLISE DE RELATOS DE MULHERES ESTUDANTES PUBLICADAS EM NOTÍCIAS ONLINE

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Resumo

Introdução: As violências de gênero no ambiente universitário é um fenômeno global, resultado de relações de
poder e de estruturas hierárquicas que sobrevalorizam o poder masculino. No contexto universitário brasileiro, as
violências de gênero ganharam visibilidade a partir da última década, cujo fenômeno impacta de forma negativa
a vida e os projetos acadêmicos de estudantes que são vítimas dos processos de violências. Objetivo: Assim, a
pesquisa visa analisar relatos públicos sobre violências de gênero sofridas por estudantes em espaços universitários,
identificando os efeitos da violência para a saúde mental e para o desempenho acadêmico. Método: Trata-se de
um estudo qualitativo, de natureza descritiva e analítica, com base documental. Foram utilizados relatos públicos
sobre denúncias de violências de gênero em universidades brasileiras, extraídos de notícias veiculadas na Internet,
no período de 2015 a 2024. Essas notícias eram de um banco de dados, as quais haviam sido mapeadas por meio
do site de busca Google, com o uso de descritores sobre o tema. Os relatos extraídos dessas notícias, foram
agrupados em quatro unidades de sentido, para fins de análise: a) efeitos das violências na saúde mental; b)
efeitos das violências na carreira acadêmica; c) culpabilização da vítima pela situação de violência; d)
revitimização - violência institucional. Os relatos foram analisados segundo os referenciais teóricos dos estudos
feministas e de gênero, nas concepções que envolvem as relações de poder. Resultados: Encontrou-se um número
significativo de relatos, os quais apontam que as mulheres vítimas de violências no ambiente universitário sofrem
múltiplos efeitos, tais como: ausência de apoio psicológico, insegurança, descredibilização, coação e medo,
abandono do projeto acadêmico, culpabilização e normalização das violências. Por outro lado, a culpabilização
das vítimas e a violência institucional são fatores que agravam o sofrimento psíquico e afetam o desempenho
acadêmico levando até a evasão universitária. Conclusão: Conclui-se que a ausência de suporte por parte da
instituições acadêmicas escancara como a violência de gênero é legitimada e naturalizada nas estruturas
desiguais da sociedade. É urgente que as universidades assumam o debate público de gênero para promover uma
cultura de igualdade e romper com o ciclo de violências diretas e institucionais de gênero, bem como instituir
políticas eficazes para a prevenção e enfrentamento das violências, como estratégias para garantir o direito à
educação, à saúde mental e à equidade de gênero

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Biografia do Autor

Laura Argenton Siega, Universidade do Oeste de Santa Catarina

Graduanda do curso de Psicologia, na Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus Joaçaba. É bolsista de pesquisa e extensão no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC), na área de educação, do projeto de pesquisa intitulado "Violências de gênero em universidades: análise de relatos de mulheres estudantes publicadas em notícias online", na área de educação, orientado pela professora Neiva Furlin.

Neiva Furlin, Unoesc

Doutora em Sociologia pela UFPR (2014), com doutorado sanduíche pelo Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades (CEIICH) da Universidade Nacional Autónoma de México (UNAM) (2012). Pós-doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá-PR ( 2018). Atualmente é Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais (Nupe) e lide do Grupo de Pesquisa Educação, Políticas Públicas e Cidadania (GEPPeC) 

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Publicado

19-11-2025

Como Citar

Siega, L. A., & Furlin, N. (2025). VIOLÊNCIAS DE GÊNERO EM UNIVERSIDADES: ANÁLISE DE RELATOS DE MULHERES ESTUDANTES PUBLICADAS EM NOTÍCIAS ONLINE. Seminário De Iniciação Científica E Seminário Integrado De Ensino, Pesquisa E Extensão (SIEPE), e37627. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/siepe/article/view/37627

Edição

Seção

PIBIC - CNPq