Evidência: Biociências, Saúde e Inovação - ISSN: 1519-5287 | eISSN 2236-6059 DOI: https://doi.org/10.18593/evid.36183

1


Biociências

Perfil de resistência fenotípica e genotípica de enterobactérias isoladas de frangos classificados de acordo com o desempenho zootécnico

Phenotypic and genotypic resistance profile of enterobacteria isolated from broiler chickens classified according to their zootechnical performance

Taniara Suelen Mezalira1, Camila de Cuffa Matusaiki1, Itaruã Machri Colla1, Maísa Fabiana Menck-Costa2, Kelly Cristina Tagliari de Brito3,4, Renata Katsuko Takayama Kobayashi5, Benito Guimarães de Brito3,4, Rafael Silva Tarifa Navarro, Luciana Kazue Otutumi2,5,6


  1. Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, Universidade Paranaense (UNIPAR) – Umuarama, PR, Brasil;

  2. Programa de Pós-Graduação em Microbiologia, Centro de Ciências Biológicas (CCB), Universidade Estadual de Londrina (UEL) – Londrina, PR, Brasil; 3. Programa de Pós-graduação em Saúde Animal, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI); 4. Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (FEPAGRO); 5. Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPG-Biotec), Centro de Ciências Exatas (CCE), UEL – Londrina, PR, Brasil; 6. Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e

Laboratorial (PPGFCL), Centro de Ciências da Saúde (CCS), UEL – Londrina, PR, Brasil.

Mezalira, T. S. tani_mezalira@hotmail.com, https://orcid.org/0000-0001-9426-3079

Matusaiki, C. de C. camila.matusaiki@edu.unipar.br https://orcid.org/0000-0002-2875-108X

Colla, I. M. itarua.colla@edu.unipar.br

https://orcid.org/0009-0001-2547-6078

Menck-Costa, M. F. maisafabi@hotmail.com https://orcid.org/0000-0002-6788-7182

Brito, K. C. T. de kellybritofepagro@gmail.com

Resumo: A produção de carne de frango apresenta grande potencial devido ao baixo custo e rápida disponibilidade, no entanto, o uso indiscriminado de antimicrobianos durante sua criação contribuiu para o surgimento de cepas resistentes, justificando a busca por aditivos alternativos. O objetivo do trabalho foi avaliar o perfil de resistência aos antimicrobianos, a presença de cepas produtoras de β-lactamase de espectro estendido (ESBL) e o perfil de genes de resistência às cefalosporinas em enterobactérias isoladas de frangos de corte. Foram colhidas 20 amostras de swab cloacal de frangos oriundos de aviários de produtores classificados como bom (A) e baixo

(B) desempenho zootécnico. Para o teste de suscetibilidade aos antimicrobianos, foi utilizado o teste de difusão em disco, sendo testados antimicrobianos das classes dos beta-lactâmicos, quinolonas e outras, e o teste sinérgico do duplo disco para a identificação de cepas produtoras de ESBL. Isolados positivos para ESBL foram submetidos à avaliação da presença de genes (blaCTX-M1,

blaCTX-M2, blaCTX-M9 e blaCTX-M25.) Verificou-se que apenas um isolado de enterobactéria (produtor A) foi

sensível a todos os antimicrobianos. A classe dos beta-lactâmicos apresentou maior percentual

de resistência, e 52,9% dos isolados de E. coli foram positivos para a produção de ESBL. No entanto, no produtor A houve predomínio dos genes bla e bla . Enquanto no produtor B,

https://orcid.org/0000-0002-0429-8276

CTX-M1

SHV


Kobayashi, R. K. T. kobayashirkt@uel.br https://orcid.org/0000-0001-7170-2155

Brito, B. G. de benitobrito@gmail.com

https://orcid.org/0000-0001-7815-5166

Navarro, R. S. T. r.navarro@edu.unipar.br https://orcid.org/0009-0007-1732-9936

Otutumi, L. K.* otutumi@prof.unipar.br https://orcid.org/0000-0003-0426-6431

* Autora Correspondente: Praça Mascarenhas de Moraes, 4282, Centro, 87502-210, Umuarama, PR.

maiores percentuais foram encontrados para blaCTX-M1 e blaCTX-M2. Salienta-se que nenhum isolado apresentou os genes blaCTX-M9 e blaCTX-M25. Conclui-se que enterobactérias isoladas de swab cloacal de frangos de corte apresentam perfil de resistência a diferentes antimicrobianos, principalmente

da classe dos β-lactâmicos, sendo portadores de um ou mais genes ESBL.

Palavras-chave: Enterobacteriaceae, E. coli, Genes, Resistência às Cefalosporinas.

Abstract: Chicken meat production has great potential due to its low cost and rapid availability. However, the indiscriminate use of antimicrobials during its production has contributed to the emergence of resistant strains, justifying the search for alternative additives. The objective of this study was to evaluate the antimicrobial resistance profile, the presence of extended-spectrum β-lactamase (ESBL)-producing strains, and the cephalosporin resistance gene profile in Enterobacteriaceae isolated from broiler chickens. Twenty cloacal swab samples were collected from chickens from chickens raised on poultry farms of producers classified as having good (A) and low (B) zootechnical performance. The disk diffusion test was used to test antimicrobial susceptibility, testing antimicrobials from the beta-lactam, quinolone and other classes, and the double disk synergistic test was used to identify ESBL-producing strains. Isolates positive for ESBL were submitted to evaluation for the presence of genes (blaCTX-M1, blaCTX-M2, blaCTX-M9 and blaCTX-M25). It

was found that only one isolate of enterobacteria (producer A) was sensitive to all antimicrobials.

The beta-lactam class showed the highest percentage of resistance, and 52.9% of the E. coli isolates were positive for ESBL production. However, in producer A there was a predominance of the blaCTX-M1 and blaSHV genes. While in producer B, higher percentages were found for blaCTX-M1 and blaCTX-M2. It is noteworthy that no isolate presented the blaCTX-M9 and blaCTX-M25 genes. It is concluded that enterobacteria isolated from cloacal swabs of broiler chickens present a resistance profile to different antimicrobials, mainly from the β-lactam class, carrying one or more ESBL genes.

Keywords: Cephalosporin resistance, Enterobacteriaceae, E. coli, Genes



Recebido: 13/09/2024 | Aceito: 04/02/2025 | Publicado: 23/03/2026

Editor: Marcos Freitas Cordeiro

Avaliador(es) creditado(s): Greici Bergamo (UFPel), Ana Cristina Rivas da Silva (FTESM)

Evidência, 2026, v. 26, p. 1-11

https://periodicos.unoesc.edu.br/evidencia

CC BY-NC 4.0


  1. INTRODUÇÃO


    A avicultura é uma atividade em grande expansão no agronegócio brasileiro. Os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, 2024) mostram que o Brasil produziu 14,833 milhões de toneladas de carne de frango em 2023, fazendo com que se mantivesse como o segundo maior produtor e maior exportador mundial, em um mercado onde se destacam ainda Estados Unidos e China. Além disso, a carne de frango apresenta grande potencial de crescimento de consumo no mundo (Talamini; Martins, 2021), como reflexo do fato de ser considerada uma fonte de proteína de rápida disponibilidade e de baixo custo (Embrapa, 2022; USDA, 2021).

    Para garantir e atender a alta demanda e baixo custo, altas tecnologias, nutrição, genética e sanidade são aplicados durante a produção de frangos de corte, além do modelo de produção em sistema de integração (Teixeira, Teixeira, 2021), onde a empresa integradora fornece os pintinhos de um dia, insumos, ração, transporte e abate das aves (Figueiredo et al., 2006), e o produtor se responsabiliza pela mão de obra especializada, estrutura e custeios com equipamentos e energia elétrica (Rodrigues et al., 2014).

    Nesse contexto, a rentabilidade é obtida quando bons indicadores zootécnicos como conversão alimentar, ganho de peso diário e mortalidade são alcançados (Souza, 2021). No entanto, a temperatura, umidade, ventilação, iluminação (Amaral et al., 2011) e o fator humano relacionado a mão de obra diária no manejo de frangos de corte podem comprometer o desempenho zootécnico dos lotes (Sens, 2018), podendo resultar em baixo ganho de peso ou lotes com baixo desempenho zootécnico, o que diferenciam os bons produtores dos produtores com baixo desempenho e resultado zootécnico.

    Por outro lado, a produção em larga escala e em alta densidade das criações possibilitam um ambiente favorável para a multiplicação, disseminação e perpetuação de vários patógenos (Andrade & Freitas, 2018) tornando as aves mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças (Dalólio, 2015) com um aumento na taxa de infecção, da contaminação das carcaças, além dos agravos com as doenças de origem alimentar (Garcia, 2019). Dessa forma, as enterobactérias

    apresentam grande importância na produção avícola, pois constituem um grupo de bactérias Gram-negativas comumente encontradas na microbiota intestinal de animais, tanto nas aves, como do homem, podendo ainda ser encontradas no solo, na água e vegetações (Puerta-García & Mateos-Rodríguez, 2010). Além disso, tem sido associada com diversas enfermidades em aves, tais como a colibacilose causada por cepas de Escherichia coli patogênica para aves (APEC), uma das principais doenças que levam à perdas econômicas na avicultura industrial (Pilati et al., 2024), além de cepas de Salmonella e Campylobacter representarem uma ameaça para a segurança alimentar (Shang et al., 2023).

    As enterobactérias são reconhecidamente capazes de causar doença no homem e em outros animais, sendo responsáveis por inúmeras infecções hospitalares (infecções urinárias, sepse, entre outras) e intestinais em muitos países (Kaper et al., 2004; Ewers et al., 2010).

    Medidas de prevenção e controle, como programas de biosseguridade, são importantes na produção avícola e atuam em prol do controle de riscos em toda a cadeia produtiva, assegurando o bem-estar animal e a oferta de alimentos seguros (Teixeira, Teixeira, 2021). No entanto, o uso de diversas classes de antimicrobianos para o tratamento de possíveis infecções ou a utilização de antimicrobianos como melhoradores de desempenho tem contribuído para o aparecimento de cepas bacterianas resistentes (Bezerra et al., 2017) e de cepas produtoras de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL) (Dame-Korevaar et al., 2019), tornando uma grande preocupação em termos de saúde única.

    Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o perfil de resistência aos antimicrobianos e a presença de cepas produtoras de ESBL em enterobactérias isoladas de swab cloacal de frangos de corte em diferentes produtores classificados de acordo com o desempenho zootécnico.


  2. MATERIAL E MÉTODOS

    1. POPULAÇÃO E LOCAL DO ESTUDO


      Foram colhidas 20 amostras de swab cloacal de frangos de corte com idade variando entre 23 e 34 dias, oriundos de


      aviários localizados na região noroeste do estado do Paraná após aprovação no Comitê de Ética para o Uso de Animais (CEUA), da Universidade Paranaense, protocolo 36987/2020. A amostragem foi feita em aviários com histórico de bons resultados de conversão alimentar (baixa) (produtores classe A, n=10) e aviários com resultados de conversão alimentar ruim (alta) (produtores classe B, n=10). Cada amostra foi formada por um pool de 20 swabs, totalizando 400 animais amostrados.


    2. COLHEITA DAS AMOSTRAS


      A colheita foi realizada por meio do uso de um swab umedecido no meio Brain Heart Infusion (BHI), o qual foi introduzido na cloaca da ave, comprimindo-o com movimentos rotatórios. Após colheita, as amostras foram acondicionadas em sacos estéreis contendo 60 mL de BHI e mantidas refrigeradas até envio ao Laboratório de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Pública do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos da Universidade Paranaense (UNIPAR) para processamento.


    3. TESTES IN VITRO


      1. ISOLAMENTO E IDENTIFICAÇÃO DOS ISOLADOS BACTERIANOS


        No laboratório, as amostras em meio BHI foram incubadas em estufa microbiológica por 24 horas a 37ºC. Posteriormente, foram semeadas em placas contendo ágar MacConkey, para isolamento de colônias puras. A identificação das enterobactérias foi feita com base nas características morfológicas e bioquímicas de acordo com Quinn et al. (1999) para enterobactérias. Para identificar as colônias, as mesmas foram semeadas em cinco tubos de meios de cultura que compõem o kit para enterobactérias (Lisina Iron Agar, Citrato de Simmons, meio MIO (Motilidade, Indol, Ornitina), TSI (Tríplice Açúcar Ferro) e ureia), que foram incubadas à 37ºC por 24 horas para posterior identificação.

      2. TESTE DE SUSCETIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS


        Para a determinação do perfil de suscetibilidade aos antimicrobianos, foi utilizado o teste de difusão em disco em ágar segundo recomendações do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI, 2020). Para isso, o inoculo foi preparado por suspensão direta em meio BHI de colônias isoladas selecionadas da placa de ágar MacConkey após crescimento por um período de 18-24 horas, ajustando a suspensão para a concentração bacteriana conforme a turbidez de 0,5 da escala de McFarland que corresponde a aproximadamente 1,5 x 108 UFC por mL (CLSI, 2020). Em seguida, um swab estéril foi mergulhado na suspensão e inoculado na superfície da placa de ágar Müeller-Hinton, esfregando o swab em toda a superfície estéril do ágar, com o objetivo de assegurar a distribuição uniforme do inoculo na placa, repetindo-se o procedimento outras duas vezes, girando a placa aproximadamente 60° cada vez (CLSI, 2020).

        Foram testados 14 antimicrobianos das seguintes classes: beta-lactâmicos: aztreonan (ATM), cefalotina (CEF), ceftriaxona (CRO), cefotaxima (CTX), ceftazidima (CAZ), amoxicilina (AMO) e amoxicilina + clavulanato (AMC); quinolonas: ácido nalidíxico (NAL), ciprofloxacino (CIP), enrofloxacino (ENO) (uso exclusivo veterinário), e norfloxacino (NOR); aminoglicosideos: gentamicina (GEN); sulfonamidas: sulfazotrim (SUT) e tetraciclinas: tetraciclina (TET).

        Todos os discos de antimicrobianos avaliados foram colocados em placas de petri 140 x 15 e incubados a 37° C (CLSI, 2020). Após um período de 18 a 24 horas de incubação, os halos foram medidos em milímetros usando um paquímetro na parte de trás da placa de petri invertida. Os diâmetros do halo de inibição foram interpretados conforme critério estabelecido pelo Brazilian Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing - BrCAST (2022), com exceção dos antimicrobianos enrofloxacina e ácido nalidixico os quais foram interpretados conforme critério do CLSI (2020) (aves) e CLSI (2018), respectivamente. Todas as cepas classificadas como intermediário foram consideradas como não suscetíveis (Carvalho et al., 2020).


        A determinação da presença de cepas com perfil de multirresistência aos antimicrobianos (PMR) foi feito quando uma bactéria se apresentou não suscetível à pelo menos um antimicrobiano em três ou mais categorias, conforme descrito por Schwarz et al. (2010). Além disso, foi calculado o Índice de Resistência Múltipla aos Antimicrobianos (IRMA) conforme metodologia descrita por Krumperman (1983), o qual é determinado pela relação entre o número de antimicrobianos que a amostra é resistente e o número total de antimicrobianos testados, sendo que índices superiores a 0,2 indicam multirresistência.


      3. ENSAIO FENOTÍPICO PARA DETECÇÃO DE CEPAS PRODUTORAS DE ESBL


        Para avaliar a presença de cepas produtoras de ESBL, foi utilizado o teste sinérgico do duplo disco, no qual discos contendo cefotaxima (CTX), ceftazidima (CAZ), ceftriaxona (CRO) e aztreonam (ATM) foram distribuídos a uma distância

        de 20 mm de um disco contendo amoxicilina/ácido clavulânico, onde qualquer aumento/distorção da zona de inibição de um dos antimicrobianos em direção ao disco de amoxicilina + ácido clavulânico foi considerado sugestivo da produção de ESBL (Brun-Buisson et al., 1987).


      4. ANÁLISE MOLECULAR DA PRESENÇA DE GENES DE RESISTÊNCIA ÀS CEFALOSPORINAS OU ESBL


        O DNA das amostras foi extraído por fervura a 100°C por 10 minutos, seguido de centrifugação e retirada do sobrenadante para pesquisa de genes blaCTX, blaTEM, blaSHV (Woodford et al., 2005, Jouini et al., 2007, Dallenne et al., 2010) (Tabela 1). A PCR foi realizada utilizando Promega PCR Master Mix (Promega, USA) e o material amplificado foi visualizado em gel de agarose a 1,5%, corado com Gel Red (Biotium). Os resultados positivos apresentaram uma banda amplificada na altura do par de base (Pb) na amostra.


        Tabela 1 - Primers utilizados para amplificação e sequenciamento do DNA para pesquisa de genes ESBL

        Gene

        Pb

        Sequência de oligonucleotídeos (5’ a 3’)

        Referência

        blaCTX-M-1

        415

        F- AAA AAT CAC TGC GCC AGT TC R- AGC TTA TTC ATC GCC ACG TT


        blaCTX-M-2

        552

        F- CGA CGC TAC CCC TGC TAT T

        R- CCA GCG TCA GAT TTT TCA GG


        blaCTX-M-8

        666

        F- TCG CGT TAA GCG GAT GAT GC R- AAC CCA CGA TGT GGG TAG C


        Woodford; Fagan & Ellington (2005)

        blaCTX-M-9

        205

        F- CAA AGA GAG TGC AAC GGA TG R- ATT GGA AAG CGT TCA TCA CC


        blaCTX-M25

        327

        F- GCA CGA TGA CAT TCG GG

        R- AAC CCA CGA TGT GGG TAG C


        blaTEM

        800

        F- CAT TTC CGT GTC GCC CTT ATT C R- CGT TCA TCC ATA GTT GCC TGA C

        Dallenne et al. (2010)

        blaSHV

        713

        F- CAC TCA AGG ATG TAT TGT G R- TTA GCG TTG CCA GTG CTC G

        Jouini et al. (2007)

        Pb: Pares de bases

        Fonte: Organização dos autores.


    4. ANÁLISE ESTATÍSTICA


      Foi feita a estatística descritiva dos dados por meio da determinação da frequência absoluta (n) e relativa (%) dos resultados do perfil de resistência aos antimicrobianos frente às enterobactérias isoladas de produtores classificados como A e B. A presença de associação entre perfil de resistência aos diferentes antimicrobianos avaliados e origem do produtor (A ou B), perfil ESBL (sim ou não) e perfil de multirresistência (sim ou não) foram avaliados por meio do teste Exato de Fisher considerando nível de significância de 5%. A análise dos dados foi feita no programa estatístico Bioestat 5.3 (Ayres et al., 2007).


    5. RESULTADOS E DISCUSSÃO


      No total das 20 amostras coletadas, os testes bioquímicos para a identificação de enterobactérias permitiram a identificação de Escherichia coli, Proteus mirabilis e Enterobacter aerogenes. Nove (90%) isolados identificados como E. coli foram oriundos de amostras de produtores classificados como A (bom resultado zootécnico) e oito (80%) de produtores classificados como classe B (baixo resultado zootécnico).

      Uma (10%) cepa de P. mirabilis foi identificada em amostras de produtores classe A e outros dois isolados (20%) de produtores classe B identificadas como Enterobacter aerogenes.

      O perfil de sensibilidade aos antimicrobianos demonstrou que apenas um isolado de E. coli (ID 6, produtor classificado como A) foi suscetível a todos os antimicrobianos testados (Tabela 1), sendo que 55% (11/20) dos isolados foram resistentes a três ou mais antimicrobianos, apresentando perfil MDR.

      Altas taxas de resistência a diferentes antimicrobianos em isolados de E. coli estão descritos na literatura (Aslantas, 2020; Carvalho, et al., 2020; Schmiedt, 2021), assim como, o elevado percentual de resistência para amoxicilina foi encontrado por Mohamed, Shehata & Rafeek (2014), visto que dos 25 isolados de E. coli oriundos de swab cloacal

      de aves saudáveis, 100% apresentaram resistência ao antimicrobiano.

      Em trabalho realizado por Ibrahin et al. (2019), o perfil de resistência foi avaliado em cepas de E. coli isoladas de frangos de corte após a identificação do genótipo de patogenicidade e os autores encontraram alta taxa de resistência a amoxicilina (93,3%).

      Romero-Barrios et al. (2020) também detectaram perfil de multirresistência visto que 20% dos isolados de E. coli oriundos de frangos de corte foram resistentes a quatro ou cinco classes de antimicrobianos.

      Quando comparados o perfil de resistência dos produtores classe A e classe B, é possível observar que as cepas isoladas de produtores classe B apresentaram maior perfil de resistência (resistência entre três a 14 antimicrobianos) quando comparados com os isolados oriundos classe A (zero a 13 antimicrobianos) (Tabela 2).


      Tabela 2: Caracterização das enterobactérias isoladas da cloaca de frangos de corte de produtores classificados como A (bom desempenho zootécnico) e B (baixo desempenho zootécnico) em relação à espécie, antimicrobianos resistentes, perfil de multirresistência (PMR) e perfil ESBL (Beta-lactamase de Espectro Estendido)

      ID

      Produtor


      Bactéria

      Resistência Β-lactâmicos


      Resistência outros antimicrobianos


      PMR


      ESBL

      1

      A

      E. coli

      CEF, AMO, AMC, CTX, CRO

      NAL, GEN, TET, SUT

      Sim

      Não

      2

      A

      E. coli

      CEF, AMO, CTX, CRO

      CIP, ENO, NAL, NOR, GEN, TET, SUT

      Sim

      Não

      3

      A

      P. mirabilis

      AMO

      ---

      Não

      Não

      4

      A

      E. coli

      CEF, AMO, CTX, ATM, CRO

      ---

      Não

      Sim

      5

      A

      E. coli

      CEF, AMO

      TET, SUT

      Sim

      Sim

      6

      A

      E. coli

      ---

      ---

      Não

      Não

      7

      A

      E. coli

      AMO

      ---

      Não

      Não

      8

      A

      E. coli

      CEF

      GEN

      Não

      Não

      9

      A

      E. coli

      CEF, AMO, AMC, CTX, CAZ, ATM, CRO

      CIP, ENO, NAL, NOR, TET, SUT

      Sim

      Sim

      10

      A

      E. coli

      CEF, AMO, CTX, CAZ, ATM, CRO

      GEN

      Não

      Sim

      11

      B

      E. coli

      CEF, AMO

      TET

      Não

      Sim

      12

      B

      E. coli

      CEF, AMO, CTX, CRO

      GEN, TET, SUT

      Sim

      Não

      13

      B

      E. aerogenes

      AMO

      TET, SUT

      Sim

      Não

      14

      B

      E. coli

      CEF, AMO, AMC, CTX, CAZ, ATM, CRO

      CIP, ENO, NAL, NOR, GEN, TET, SUT

      Sim

      Sim

      15

      B

      E. aerogenes

      CEF, AMO, CRO

      TET

      Não

      Não

      16

      B

      E. coli

      CEF, AMO, CTX, CRO

      ---

      Não

      Sim

      17

      B

      E. coli

      CEF, AMO, AMC

      CIP, ENO, NAL, NOR, GEN

      Sim

      Não

      18

      B

      E. coli

      CEF, AMO, AMC, CTX, CAZ, ATM, CRO

      ENO, NAL, NOR, GEN, TET

      Sim

      Sim

      19

      B

      E. coli

      CEF, AMO, CTX, CRO

      CIP, ENO, NAL, NOR, GEN, TET, SUT

      Sim

      Sim

      20

      B

      E. coli

      CEF, AMO, CTX, CAZ, ATM, CRO

      CIP, ENO, NAL, NOR, TET

      Sim

      Não

      ATM: Aztreonam; AMC: Amoxicilina + clavulanato; AMO: Amoxicilina; CAZ: Ceftazidima; CEF: Cefalotina; CIP: Ciprofloxacina; CRO: Ceftriaxona; CTX: Cefotaxima; ENO: Enrofloxacina; GEN: Gentamicina; NAL: Ácido nalidíxico; NOR: Norfloxacina; SUT: Sulfa+trimetroprim; TET: Tetraciclina. A: Produtor com bom desempenho zootécnico; B: Produtor com baixo desempenho zootécnico.

      ID: identificação


      Ao se analisar estatisticamente o perfil de multirresistência por meio da determinação do Índice de Resistência Múltipla aos Antimicrobianos (IRMA), verificou-se comportamento semelhante (P>0,05) para os produtores classe A e classe B, visto que as cepas de E. coli apresentaram respectivamente média de 0,66 e 0,49, para os produtores classe A e classe B. Cardoso et al. (2019) determinaram o IRMA das cepas de E. coli, isoladas de aves comerciais e encontraram 78,9% dos isolados índices variando de 0,25 a 0,90 indicando perfil de multirresistência (IRMA> 0,2).

      A análise estatística dos dados dos resultados do perfil de resistência aos antimicrobianos, multirresistência e ESBL das cepas de E. coli isoladas em relação à classificação do produtor (Tabela 3), não demonstrou haver diferenças (P>0,05).


      Tabela 3. Frequência absoluta (n) e relativa (%) do percentual de resistência aos antimicrobianos, perfil de multirresistência (PMR) e perfil ESBL (Beta-lactamase de espectro estendido) de isolados de E. coli de produtores classificados como A (bom resultado zootécnico) e B (baixo resultado zootécnico)


      Classe


      Antimicrobiano

      Percentual de resistência

      Produtor classe A

      Produtor classe B


      Quinolonas

      Ciprofloxacina*

      2/9 (22,2%)

      5/8 (62,5%)

      Enrofloxacina*

      6/9 (66,7%)

      6/8 (75,0%)

      Ac. Nalidixico*

      5/9 (55,5%)

      5/8 (62,5%)

      Norfloxacina*

      2/9 (22,2%)

      5/8 (62,5%)


      Beta-lactâmicos

      Cefalotina*

      7/9 (77,8%)

      8/8 (100%)

      Amoxiciclina*

      7/9 (77,8%)

      8/8 (100%)

      Amoxicilina+Clavulanato*

      2/9 (22,2%)

      3/8 (37,5%)

      Cefotaxima*

      5/9 (55,5%)

      6/8 (75,0%)

      Ceftazidima*

      4/9 (44,4%)

      4/8 (50,0%)

      Aztreonam*

      4/9 (44,4%)

      4/8 (50,0%)

      Ceftriaxona*

      6/9 (66,7%)

      7/8 (87,5%)


      Outras

      Sulfa+ trimetoprim*

      4/9 (44,4%)

      3/8 (37,5%)

      Tetraciclina*

      4/9 (44,4%)

      6/8 (75,0%)

      Gentamicina*

      4/9 (44,4%)

      5/8 (62,5%)

      Perfil ESBL x produtor*

      4/9 (44,4%)

      5/8 (62,5%)

      PMR x produtor*

      5/9 (55,5%)

      6/8 (75,0%)

      Perfil ESBL x PMR*

      2/4 (50,0%)

      3/5 (60,0%)

      * não significativo pelo teste Exato de Fisher (P>0,05)


      As cepas de E. coli apresentaram maior percentual de resistência para a classe dos beta-lactâmicos em ambas as classes de produtores (A e B), com destaque para os antimicrobianos cefalotina, amoxicilina, ceftriaxona e cefotaxima.

      Romero-Barrios et al. (2020) também encontraram maior resistência aos antimicrobianos beta-lactâmicos em isolados de E. coli oriundos de amostras de frangos de corte e produtos de frango cru processados em frigoríficos.

      Em relação às quinolonas, a ciprofloxacina e a norfloxacina apresentaram menor perfil de resistência entre os isolados dos produtores classificados como A (22,2%) (Tabela 3). Por outro lado, os isolados de E. coli oriundos de produtores classificados como B apresentaram 62,5% de resistência para os mesmos antimicrobianos.

      Nos testes para detecção das cepas produtoras de ESBL, 52,9% (9/17) das cepas de E. coli foram positivas para ESBL. De maneira similar, ao ser analisado se havia diferenças entre os produtores classificados como A e B em relação ao perfil ESBL e perfil de multirresistência, não foram encontradas diferenças (P>0,05) entre os produtores. Da mesma forma, não foi verificado associação entre perfil ESBL e PMR (P>0,05).

      Salienta-se que os produtores classificados como A, apresentaram duas cepas de E. coli que apresentaram simultaneamente perfil de multirresistência e perfil ESBL. Já os produtores classificados como B apresentaram três cepas de E. coli classificadas simultaneamente com perfil de multirresistência e ESBL.

      No presente trabalho apesar de não ter sido encontrado diferença estatística entre os produtores, os aviários classificados como B, ou seja, com piores resultados em


      termos de conversão alimentar, podem apresentar maior isolamento de enterobactérias com perfil ESBL da cloaca dos frangos de corte em consequência de falhas de manejo ou associadas à deficiência estrutural, visto que diferentes condições ambientais, resultante de diferenças nas estruturas das instalações podem interferir na constituição da comunidade bacteriana (Dumas et al., 2011).

      Em relação aos perfis de genes de resistência avaliados somente nas amostras ESBL positivas (n=9), verificou-se que em ambas as origens houve a detecção de quatro genes. No entanto, no produtor A houve predomínio dos genes blaCTX-M1 e blaSHV. Enquanto no produtor B, maiores percentuais foram encontrados para blaCTX-M1 e blaCTX-M2 (Tabela 4). Salienta-se que nenhum isolado apresentou os genes blaCTX-M9 e blaCTX-M25.


      Tabela 4. Perfil dos genes de resistência ESBL das cepas de E. coli obtidas de amostras de swab cloacal de frangos de corte de produtores classificados como A (bom resultado zootécnico) e B (baixo resultado zootécnico).

      ID

      Perfil de genes

      blaCTX-M-1

      blaCTX-M-2

      blaCTX-M-8

      blaCTX-M-9

      blaCTX-M-25

      blaSHV

      blaTEM

      4A

      +

      +

      -

      -

      -

      +

      -

      5A

      +

      -

      -

      -

      -

      -

      -

      9A

      +

      -

      -

      -

      -

      +

      +

      10A

      +

      +

      -

      -

      -

      +

      +

      % total

      100%

      50%

      -

      -

      -

      75%

      50%

      11B

      -

      +

      +

      -

      -

      -

      +

      14B

      -

      +

      +

      -

      -

      -

      +

      16B

      +

      +

      -

      -

      -

      -

      -

      18B

      +

      -

      -

      -

      -

      -

      -

      19B

      +

      -

      -

      -

      -

      -

      -

      % total

      60%

      60%

      40%

      -

      -

      -

      40%

      ID: Identificação


      Lemlem et al. (2023) avaliando a presença de genes ESBL em cepas de E. coli isoladas da cloaca de frangos de corte de granjas na Malásia, verificaram que 62,9% e 45,4% dos isolados apresentaram respectivamente os genes blaCTX-M e blaTEM, ressaltando que a presença de genes ESBL em aves aparentemente saudáveis, demonstra o papel dos animais de produção na disseminação da resistência antimicrobiana e o seu potencial risco para a saúde pública.

      De maneira similar Wibisono et al. (2020) avaliando a presença do gene blaCTX-M em cepas de E. coli isoladas de swab cloacal de frangos de corte no distrito de Blitar, Indonésia verificaram que dos isolados ESBL positivos (46/160; 28,75%) um total de 45 (97,8%) foi detectado o gene blaCTX-M.

      No presente trabalho, a avaliação da presença de diferentes genes relacionados com a resistência ao β-lactâmicos, em produtores classificados como A (bom desempenho zootécnico) e B (baixo desempenho zootécnico)

      demonstrou variações relacionados ao gene detectado (Tabela 4), no entanto, é possível observar que na grande maioria foi possível detectar a presença concomitante de três genes, com maior prevalência para os produtores classificados como de bom desempenho zootécnico, corroborando em parte com os resultados de Lemlem et al. (2023) no qual também detectaram alto percentual de presença de genes blaCTX-M em frangos aparentemente saudáveis.


    6. CONCLUSÃO


Nas condições em que a pesquisa foi desenvolvida, foi verificado que as cepas de enterobactérias apresentaram numericamente maior resistência para antimicrobianos da classe dos beta-lactâmicos. Por outro lado, não foram identificadas associações entre o perfil de multirresistência e


perfil ESBL em relação à classificação do produtor (A ou B) em relação ao desempenho zootécnico (conversão alimentar). No entanto, em todas as cepas de E. coli com perfil ESBL identificadas pelo método fenotípico, foi possível isolar ao menos um gene, com predomínio para o gene blaCTX-M-1.


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