Evidência: Biociências, Saúde e Inovação - ISSN: 1519-5287 | eISSN 2236-6059 1
DOI: https://doi.org/10.18593/evid.34752
Saúde
Lorena de Albuquerque Pinheiro Oliveira1, Jhenifer de Souza de Matos2, Anne Karine Martins Assunção1, Eudes Alves Simões Neto, Mayara Cristina Pinto da Silva
1. Universidade Federal do Maranhão (UFMA) - Pinheiro, MA, Brasil; 2. Centro Universitário Dom Bosco – São Luís, MA, Brasil.
Oliveira, L. de A. P. https://orcid.org/0000-0002-7658-8416
Matos, J. de S. https://orcid.org/0009-0004-5239-7123
Assunção, A. K. M. https://orcid.org/0000-0001-7552-7542
Neto, E. A. S.
https://orcid.org/0000-0001-5449-5908
Silva, M. C. P. da* https://orcid.org/0000-0002-1868-6931
* Autora correspondente: Av. dos Portugueses, 1966 , Núcleo de Imunologia Básica-NIBA, - Vila Bacanga, São Luís - MA, 65080-805
Analysis of the Completeness of American Cutaneous Leishmaniasis Records in Maranhão: A Study from 2017 to 2020.”
ABSTRACT : This study focused on evaluating the completeness of notification records for American Cutaneous Leishmaniasis (ACL) in Maranhão between 2017 and 2020, in an endemic area. The quality of health records, especially in regions with a high incidence of neglected diseases, is crucial for planning control and prevention actions. In this context, analyzing the completeness of notification forms is essential to ensure the reliability of epidemiological data and, consequently, the effectiveness of public health policies. This descriptive and quantitative study used data collected in the Regional Health System of Pinheiro - MA. The notification forms were individually analyzed and categorized into key, mandatory and essential fields, according to the SINAN filling instructions. Data analysis was performed using Excel for Windows® 2016 and SPSS 24.0 to determine completeness of records on a scale ranging from good to very low. The results indicated a predominance of good completeness in key and mandatory fields, reflecting adequacy in the collection of these data. However, the variables classified as essential presented significant rates of regular, low and very low completeness, which is considered unsatisfactory. These findings highlight the need for greater attention to the completion of these variables, since the omission of essential data can compromise the understanding of the epidemiological profile of ATL and hinder the planning of control actions. It is concluded that, although the overall completeness is satisfactory, improving data collection in essential variables is imperative to improve the quality of epidemiological surveillance in the region studied.
Recebido: 19/04/2024 | Aceito: 07/11/2024 | Publicado: 11/12/2025
Editor: Marcos Freitas Cordeiro
Avaliador(es) creditado(s): Andréia Alves Rosa (Universidade de Brasília)
Evidência, 2024, v. 24, p. 1-8
https://periodicos.unoesc.edu.br/evidencia
CC BY-NC 4.0
A Leishmaniose é uma doença negligenciada causada pelo protozoário parasito Leishmania e transmitida por vetores do gênero Lutzomyia que afeta principalmente pessoas pobres na África, Ásia e Américas. Com mais de 12 milhões de infectados, cerca de 1 milhão de infectados por ano e 250 milhões de pessoas em risco de infecção, a doença está associada à desnutrição, deslocamento da população, moradias precárias, sistema imunológico deficiente e falta de recursos e políticas de saúde adequadas para mitigar este cenário1.
Entre as principais leishmanioses que ocorrem no território brasileiro, podemos destacar a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), que se caracteriza como uma doença formadora de lesões de pele, cartilagem e mucosas do trato respiratório superior, causada por L. braziliensis,
L. amazonensis, L. guyanensis, L. panamensis, L. mexicana e L. peruviana2. A forma cutânea é a mais comum no Brasil, e pode se apresentar de forma localizada, disseminada ou difusa3. A leishmaniose mucosa é uma condição altamente desfigurante em estágios avançados de destruição da mucosa e cartilagem oronasofaríngea, podendo afetar a laringe, causando distúrbios na deglutição, rouquidão, afonia e dificuldade respiratória4.
A LTA possui ampla ocorrência geográfica, sendo esta encontrada em todos os estados brasileiros5. O Brasil é um dos cinco principais países com as maiores incidências mundiais de LTA6. De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), de 2012 a 2022 foram notificados
204.562 casos de Leishmaniose Tegumentar Americana no território brasileiro, sendo 17.854 destes no Maranhão (MA), com prevalência de 254,66 por 100.000 habitantes7 de acordo com a população estimada de 7.010.960 pessoas no período referido8.
Por ser uma doença de notificação compulsória conforme portaria nº 1.100/96, do Ministério da Saúde, todo caso confirmado de LTA deve ser reportado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica por meio da ficha de investigação da LTA do SINAN. Esse registro é de suma importância para que se processe a investigação, classificação, conhecimento
e acompanhamento do caso para que sejam desenvolvidas ações para sua prevenção e controle9.
As falhas no preenchimento das fichas de notificação prejudicam o conhecimento acerca dos aspectos epidemiológicos da doença com a geração de dados incompletos e não-confiáveis; dessa forma, faz-se necessária a avaliação da completude dessas fichas10, a qual se refere ao grau de preenchimento das variáveis analisadas, consideradas como completas quando assinaladas ou escritas pelo preenchedor com um dado válido11.
Tendo em vista que os SIS (Sistemas de Informação em Saúde) são necessários para o efetivo desempenho das atividades, planejamentos e processo decisório em saúde, a avaliação da qualidade dos dados no que se refere ao nível de completude torna este passo crucial para um melhor direcionamento no controle e prevenção da LTA no Brasil e mais especificamente no Maranhão, área endêmica da doença. Assim, este artigo teve o objetivo de avaliar a completude dos dados das fichas de notificação compulsória de Leishmaniose Tegumentar Americana registradas na Regional de Saúde do estado do Maranhão no período de 2017 a 2020.
Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo realizado a partir de dados das fichas de notificação de pessoas diagnosticadas com LTA registradas na Regional de Saúde de Pinheiro – MA no período de 2017 a 2020.
A Regional de Saúde de Pinheiro está localizada na cidade de Pinheiro – MA (2°30’58.3”S, 45°05’04.5”W) e faz parte do Serviço de Vigilância Epidemiológica do Maranhão, abrangendo os seguintes municípios: Apicum-Açu, Serrano do Maranhão, Cururupu, Mirinzal, Cedral, Bequimão, Pinheiro, Palmeirândia, Pedro do Rosário, Turiaçu, Bacuri, Porto Rico do Maranhão, Turilândia, Santa Helena, Central do Maranhão, Peri Mirim, Presidente Sarney e Guimarães12 (Fig. 1). As fichas de notificação dos agravos foram preenchidas nas respectivas Unidades Notificadoras dos municípios e encaminhadas à Regional para que fossem inseridas no SINAN.
Todos os casos confirmados da doença entre 2017 e 2020 foram incluídos no estudo, excluindo-se duplicidades. As fichas duplicadas foram identificadas através de critérios como nome do paciente e data de nascimento. Baseado em manuais oficiais como o Manual de Procedimentos para Vigilância e Controle das Leishmanioses nas Américas13 e com as Instruções para Preenchimento das fichas de notificação compulsória de LTA14, os campos das fichas foram classificados em: campos-chave (como nome da doença e data de notificação); campos obrigatórios (como identificação do caso e data de diagnóstico); e campos essenciais (como cor/raça e endereço). Informações complementares e dados do investigador não foram avaliados.
A divisão da ficha de notificação se dá em dez blocos, sendo estes: “identificação do caso”, “dados gerais”, “notificação individual”, “dados de residência”, “antecedentes epidemiológicos”, “dados clínicos”, “dados laboratoriais”, “classificação do caso”, “tratamento” e “conclusão”. Cada bloco é composto por variáveis correspondentes, que podem ser preenchidas de forma escrita ou assinalada (Tabela 1).
Para a avaliação da completude dos dados, foram utilizados os parâmetros de Abath et al.11: completude boa – igual ou superior a 75,1% –; completude regular – de 50,1 a 75,0% –; completude baixa – de 25,1 a 50,0% –; e completude muito baixa – igual ou inferior a 25,0%15. As variáveis foram consideradas como completas quando assinaladas ou escritas pelo preenchedor na seção correspondente; as preenchidas como “ignorado” ou deixadas em branco foram consideradas incompletas11.
Os dados coletados foram inseridos no Excel 2016 e analisados também no SPSS 24.0, com cálculos da taxa de incidência anual e frequências pela seguinte fórmula:
Ressalta-se que este estudo foi submetido a Plataforma Brasil em 25.09.2020 sob CAAE nº 35032620.2.0000.5087 e
aprovado em 17.10.2020 com Parecer Consubstanciado 4.344.292, conforme os termos da Resolução n° 466, de 12 de dezembro de 2012 e da Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016.
Foram registradas 202 notificações de LTA na Regional de Saúde de Pinheiro - MA de 2017 a 2020. Após excluir 4 fichas duplicadas, restaram 198. O ano com maior notificação foi 2020 (n = 61, incidência de 72,81 por 100.000 habitantes). O ano de 2018 teve o menor número (n = 37, incidência de 44,58 por 100.000 habitantes), seguido por 2017 (n = 42) e 2019 (n
= 58) (Tabela 2).
Na tabela 3 pode-se observar a análise do grau de completude dos campos. Os campos que apresentaram completude 100%, classificada como boa, foram os seguintes: agravo/doença, município de notificação e data da notificação; os campos obrigatórios unidade de saúde/ fonte notificadora, data de nascimento, sexo e município de residência; o campo essencial raça/cor;e o campo tipo de notificação que se trata de uma informação necessária à digitação que dispensa preenchimento14.
Em relação aos 23 campos obrigatórios com preenchimento abaixo de 100%, foi predominante a completude boa (91,3%, n = 21). A variável coinfecção Leishmania/HIV teve completude regular com 55,56% de preenchimento e a variável presença de cicatrizes cutâneas em caso de lesão mucosa teve completude baixa com 33,33% de preenchimento.
Os 27 campos essenciais com preenchimento abaixo de 100%, por outro lado, apresentaram maior variabilidade nos escores, com classificações de completude boa (40,74%, n = 11), muito baixa (29,62%, n = 8), baixa (18,51%, n = 5) e regular (11,11%, n = 3). As variáveis essenciais de completude baixa e muito baixa pertencem aos blocos “dados de residência” da ficha de notificação (número do logradouro – 42,93%, telefone – 28,28%, ponto de referência do logradouro – 25,25%, distrito residencial – 1,01%) e “conclusão” (doença relacionada ao trabalho – 50%, bairro de provável infecção – 23,23%, evolução do caso – 14,65%, data do encerramento – 2,53%, distrito de provável infecção – 1,52%, distrito de residência – 1,01% e data do óbito – 0,51%), exceto a variável data do início do tratamento (49,97%), que pertence ao bloco “tratamento”. Os campos geocampo 1 e geocampo 2 pertencentes ao bloco “dados de residência” apresentou 0% de completude.
No tocante à completude, predominou a classificação da variável como boa, principalmente nos campos-chave e obrigatórios. Em consonância, os campos país de provável infecção, UF de provável infecção e município de provável infecção possuem preenchimento obrigatório condicional, pois só devem ser preenchidos quando o caso for não autóctone do município de residência14. Apesar dessa exceção, os três campos apresentaram completude boa e foram preenchidos em muitas fichas mesmo nos casos autóctones. Tal fato demonstra que os preenchedores se atém à obrigatoriedade de preenchimento sem, no entanto, se atentar às suas ressalvas.
No estudo de Magalhães et al.18 , os autores avaliaram a completude dos registros de LTA em São Luís, Maranhão, Brasil no período de 2019 a 2022 e também identificaram uma predominância de boa completude nos campos obrigatórios, refletindo uma adequação na coleta de dados fundamentais para o diagnóstico e notificação dos casos de LTA. Esse resultado é consistente com a expectativa de que os dados cruciais para a vigilância epidemiológica sejam bem documentados.
Apesar da ocorrência da pandemia pela Covid-19 em 202017, verificou-se que este foi o ano com mais notificações de LTA na Regional de Pinheiro – MA. Tal fato demonstra que o serviço da Vigilância Epidemiológica permaneceu em plena atividade em sua busca ativa de pacientes e que a população não deixou de procurar as unidades de saúde para diagnóstico. Sabemos que a geração de registro de dados epidemiológicos é de suma importância para o controle das doenças.
Deve-se atentar para o campo obrigatório coinfecção Leishmania/HIV, este apresentou completude regular devido ao fato de não ser realizada a testagem para HIV no momento do diagnóstico, conforme recomendação do Ministério da Saúde9. Segundo Oliveira et al.19, de 2008 a 2017, dos 19.791 casos de LTA notificados no Maranhão apenas 0,83% possuíam registro de coinfecção leishmania/HIV, e, apesar de a doença não estar dentre as principais oportunistas em associação com o HIV, não deve ser descartada a possível sobreposição entre elas. Eles ainda reiteram que o
diagnóstico do HIV concomitante a LTA é pertinente, uma vez que há alteração no tratamento.
No Brasil, o antimoniato de meglumina é a droga de primeira escolha para tratamento de leishmanioses20, enquanto na existência de coinfecção com o vírus HIV a droga escolhida é a anfotericina B18. Além disso, a progressão da LTA pode ser modificada pelo HIV devido a imunodepressão causada pelo vírus9.
A única variável obrigatória com completude baixa foi a presença de cicatrizes cutâneas em lesão mucosa. Isso não indica ausência de preenchimento, mas a dependência dessa variável na existência de lesão mucosa. Sua obrigatoriedade pode ser questionada, já que sua natureza condicional pode gerar viés em estudos sobre completude.
As variáveis para os campos essenciais, por outro lado, demonstraram certa deficiência no preenchimento dos dados; por não apresentarem obrigatoriedade, acabam por ser negligenciados, refletindo o desmerecimento dado pelos profissionais a tais variáveis. Campos de importante valor em estudos epidemiológicos como ocupação e doença relacionada ao trabalho, e de acompanhamento do tratamento como data do início do tratamento, por exemplo, tiveram completudes regular e baixa. Fato este encontrado também por Magalhães et al.18
Ademais, o Ministério da Saúde orienta que a evolução do caso é importante para evitar a forma grave da doença (mucosa) e possíveis deformidades, e que o encerramento deve ser realizado em no máximo 180 dias após a notificação9. No entanto, há falta das informações do bloco “dados de residência” o que dificulta o acompanhamento do tratamento e avaliação da evolução dos casos.
O que a literatura demostra é o que Correia et al.21 revelaram, que são poucos os estudos publicados sobre o preenchimento das fichas de notificação de agravos, com frequência menor ainda em pequenos municípios com menor infraestrutura e recursos.Marques et al.10, ao analisarem a incompletude das notificações compulsórias de dengue em municípios de pequeno porte no Brasil, identificaram resultados similares aos encontrados em nosso estudo. Eles ressaltam a baixa completude em variáveis essenciais, sublinhando a importância de reforçar a coleta de dados para
aprimorar a compreensão epidemiológica e orientar com maior precisão as ações de controle.
As anotações inadequadas das variáveis podem comprometer a qualidade das informações acerca da população afetada e de suas condições de saúde, pois a falta de dados impacta diretamente no direcionamento das políticas de tratamento e controle da doença pelo desconhecimento da forma detalhada do perfil epidemiológico dos envolvidos19,22.
Diante dos dados analisados, nota-se a necessidade de maior atenção às variáveis essenciais, uma vez que a omissão de tais dados pode afetar a compreensão do perfil epidemiológico da população. Campos de fundamental importância em estudos epidemiológicos e de tratamento apresentaram deficiências em seu preenchimento e consequentemente no SIS ao serem esses dados digitados. Esses sistemas são essenciais para monitorar a saúde da população, planejar intervenções e formular políticas públicas.
A baixa completude dos campos essenciais nas fichas de notificação da LTA, pode ser atribuída a uma série de fatores interligados, que exigem uma análise abrangente da realidade local e do papel da gestão.
A garantia da qualidade dos registros de notificação da LTA é um processo contínuo e exige a participação de todos os envolvidos, desde os profissionais de saúde até a gestão local. É fundamental investir em capacitação permanente, sistemas de informação adequados, incentivos e ações de comunicação para fortalecer a cultura da qualidade e garantir que os dados sejam confiáveis e úteis para o controle da doença e o bom registro no SIS. A análise dos dados da ficha de notificação é fundamental para o monitoramento epidemiológico.
A completude geral dos registros de LTA foi analisada diretamente das fichas de notificação e destacada como tendo resultados satisfatórios, sobretudo nos campos-chave e obrigatórios. Entretanto, devido à insuficiência de disponibilidade de dados, destaca-se a necessidade de maior atenção às variáveis essenciais, uma vez que a omissão de
tais dados pode afetar de forma negativa a compreensão e rastreamento do perfil epidemiológico da população e limitar o suporte às estratégias voltadas para o monitoramento da LTA no âmbito da saúde pública brasileira.
A gestão local precisar ter interesse na alimentação desses sistema, implementar medidas para aprimorar a completude das variáveis essenciais nos registros de notificação, incluindo a capacitação e treinamento dos profissionais, a criação de incentivos e programas de reconhecimento, o investimento em sistemas informatizados eficientes, e o monitoramento contínuo da qualidade dos dados. Além disso, é crucial promover a comunicação e o feedback entre os profissionais de saúde, engajá-los na discussão e implementação de melhorias, articular parcerias com outras áreas relevantes, e realizar ações de treinamento para fortalecer a coleta e a qualidade dos dados e integração entre as fichas de registro e os dados dos SIS.
Agradecemos ao Serviço de Vigilância Epidemiológica do Maranhão da Regional de Saúde de Pinheiro, em especial ao senhor Domingos Carvalho Sodré, por ter concedido acesso às fichas de notificação de LTA e possibilitar a realização deste trabalho. Este estudo teve apoio financeiro pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código Financeiro 001 e da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão, fazendo parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal do Maranhão (PIBIC/ CNPq/FAPEMA/UFMA 2019-2020).
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BLOCO DA FICHA NOME DA VARIÁVEL DE NOTIFICAÇÃO
FORMA DE PREENCHIMENTO DA VARIÁVEL
Figura 1. Mapa da área de abrangência da Regional de Saúde de Pinheiro.
Dados de residência
Antecedentes epidemiológicos
UF Escrita
Município de residência Escrita
Distrito Escrita
Bairro Escrita
Logradouro Escrita
Número Escrita
Complemento Escrita
Geocampo 1 Escrita
Geocampo 2 Escrita
Ponto de referência Escrita
CEP Escrita
(DDD) Telefone Escrita
Zona Assinalada
País Escrita
Data da investigação Escrita
Ocupação Escrita
Presença de lesão Assinalada Em caso de presença de lesão
Dados clínicos
mucosa, há presença de cicatrizes cutâneas
Assinalada
Fonte: IBGE12.
Tabela 1. Organização da ficha de notificação de Leishmaniose Tegumentar
Dados laboratoriais
Classificação do caso
Co-infecção HIV Assinalada
Parasitológico direto Assinalada
IRM Assinalada
Histopatologia Assinalada
Tipo de entrada Assinalada
Forma clínica Assinalada Data do início do tratamento Escrita Droga inicial administrada Escrita Peso Escrita
Americana do SINAN*.
BLOCO DA FICHA
FORMA DE
Tratamento
Dose prescrita em mg/kg/dia Sb+5
Assinalada
DE NOTIFICAÇÃO NOME DA VARIÁVEL
PREENCHIMENTO DA VARIÁVEL
Nº total de ampolas prescritas Escrita
Outra droga utilizada, na
Identificação do caso Identificação do caso Escrita
Tipo de Notificação Escrita
Agravo/doença Escrita
falência do tratamento inicial Assinalada Critério de confirmação Assinalada Classificação epidemiológica Assinalada
Dados gerais
Data da notificação Escrita
UF Escrita
O caso é autóctone do município de residência?
Assinalada
Município de notificação Escrita
Unidade de saúde Escrita
Data do diagnóstico Escrita
Nome do paciente Escrita
Data de nascimento Escrita
Conclusão
UF Escrita
País Escrita
Município Escrita
Distrito Escrita
Bairro Escrita
Idade Escrita e assinalada
Sexo Assinalada
Doença relacionada ao trabalho
Assinalada
Notificação individual
Gestante Assinalada
Raça/cor Assinalada
Escolaridade Assinalada
Número do cartão do SUS Escrita
Nome da mãe Escrita
Evolução do caso Assinalada
Data do óbito Escrita
Data do encerramento Escrita
.
*A ficha de notificação de Leishmaniose Tegumentar Americana do SINAN pode ser consultada na íntegra nos materiais suplementares Figura S116
Tabela 2. Incidência e distribuição das notificações de LTA na Regional de Saúde de Pinheiro – MA de 2017 a 2020.
Ano | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 |
Casos | 42 | 37 | 58 | 61 |
População* | 82.734 | 82.990 | 83.387 | 83.777 |
Incidência/ 100.000 habitantes | 50,76 | 44,58 | 69,55 | 72,81 |
*População estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística nos anos de 2017 a 20208.
Tabela 3. Classificação, preenchimento e qualidade de campos das fichas de notificação de LTA do SINAN na Regional de Saúde de Pinheiro – MA de 2017 a 2020.
CAMPO/VARIÁVEL | QUALIDADE* | PREENCHIMENTO % | CLASSIFICAÇÃO DO CAMPO |
Agravo/doença | Boa | 100 | Campos-chave |
Município de notificação | Boa | 100 | Campos-chave |
Data da notificação | Boa | 100 | Campos-chave |
Unidade de saúde/fonte notificadora | Boa | 100 | Obrigatório |
Data de nascimento | Boa | 100 | Obrigatório |
Sexo | Boa | 100 | Obrigatório |
Município de residência | Boa | 100 | Obrigatório |
Raça/cor | Boa | 100 | Essencial |
Identificação do caso | Boa | 99,49 | Obrigatório |
Data de diagnóstico | Boa | 99,49 | Obrigatório |
Idade | Boa | 99,49 | Obrigatório |
Data da investigação | Boa | 99,49 | Obrigatório |
Presença de lesão | Boa | 99,49 | Obrigatório |
Parasitológico direto | Boa | 99,49 | Obrigatório |
IRM | Boa | 99,49 | Obrigatório |
Histopatologia | Boa | 99,49 | Obrigatório |
Forma clínica | Boa | 99,49 | Obrigatório |
UF de residência | Boa | 98,99 | Obrigatório |
Critério de Confirmação | Boa | 98,99 | Obrigatório |
UF de notificação | Boa | 98,48 | Obrigatório |
Nome do paciente | Boa | 98,48 | Obrigatório |
Tipo de entrada | Boa | 98,48 | Obrigatório |
Classificação epidemiológica | Boa | 98,48 | Obrigatório |
O caso é autóctone do município de residência? | Boa | 98,48 | Obrigatório |
Gestante | Boa | 97,98 | Obrigatório |
Peso | Boa | 97,98 | Essencial |
Logradouro | Boa | 97,47 | Essencial |
Nº total de ampolas prescritas | Boa | 97,47 | Essencial |
Droga inicial administrada | Boa | 97,47 | Essencial |
Zona | Boa | 96,46 | Essencial |
País (de residência) | Boa | 95,45 | Obrigatório |
Nome da mãe | Boa | 94,95 | Essencial |
CEP | Boa | 93,43 | Essencial |
Escolaridade | Boa | 91,41 | Essencial |
País de provável infecção | Boa | 89,90 | Obrigatório |
Dose prescrita em mg/kg/dia | Boa | 85,86 | Essencial |
Bairro de residência | Boa | 84,34 | Essencial |
Outra droga utilizada, na falência do tratamento inicial | Boa | 79,29 | Essencial |
Município de provável infecção | Boa | 78,79 | Obrigatório |
UF de provável infecção | Boa | 78,28 | Obrigatório |
Cartão do SUS | Regular | 74,75 | Essencial |
CAMPO/VARIÁVEL | QUALIDADE* | PREENCHIMENTO % | CLASSIFICAÇÃO DO CAMPO |
Ocupação | Regular | 56,57 | Essencial |
Coinfecção Leishmania/HIV | Regular | 55,56 | Obrigatório |
Complemento do logradouro | Regular | 52,02 | Essencial |
Doença relacionada ao trabalho | Baixa | 50,00 | Essencial |
Data do início do tratamento | Baixa | 49,97 | Essencial |
Número do logradouro | Baixa | 42,93 | Essencial |
Presença de cicatrizes cutâneas em caso de lesão mucosa | Baixa | 33,33 | Obrigatório |
(DDD) Telefone | Baixa | 28,28 | Essencial |
Ponto de referência residencial | Baixa | 25,25 | Essencial |
Bairro de provável infecção | Muito baixa | 23,23 | Essencial |
Evolução do caso | Muito baixa | 14,65 | Essencial |
Data do encerramento | Muito baixa | 2,53 | Essencial |
Distrito de provável infecção | Muito baixa | 1,52 | Essencial |
Distrito residencial | Muito baixa | 1,01 | Essencial |
Data do óbito | Muito baixa | 0,51 | Essencial |
Geocampo 1 | Muito baixa | 0,00 | Essencial |
Geocampo 2 | Muito baixa | 0,00 | Essencial |
*Qualidade da completude segundo escore proposto por Abath et al.11
Figura S1.Ficha de notificação/investigação Leishmaniose Tegumentar Americana