CRISE CLIMÁTICA E SUSTENTABILIDADE NO BRASIL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE

Autores

  • Gustavo Moraes Chaves UNOESC
  • Fabiele Matias Pereira de Jesus
  • Luis Henrique Pavarin
  • Victor Augusto Randon
  • Roberta Adriele Pirovano Aloncio
  • Kemylli Farinon

Resumo

A crise climática constitui um dos maiores desafios do século XXI, afetando
diretamente a biodiversidade, a saúde pública e a economia. No Brasil,
eventos climáticos extremos, como enchentes e secas prolongadas, têm se
intensificado nos últimos anos, impactando comunidades vulneráveis e
pressionando políticas públicas (IPCC, 2023). Ao mesmo tempo, a transição
para fontes renováveis e políticas contra o desmatamento são elementos
muito importantes sobre o assunto sustentabilidade.
Este estudo analisa o caso fictício de um Estado brasileiro que enfrenta
enchentes recorrentes, resistência à adoção de energias limpas e aumento
do desmatamento em áreas protegidas. O problema de pesquisa consiste em
compreender como a contabilidade pode auxiliar na gestão dos impactos
socioambientais das mudanças climáticas. O objetivo é discutir os principais
dilemas desse contexto e propor alternativas que conciliem desenvolvimento
econômico e preservação ambiental. A relevância do tema decorre da
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necessidade de fortalecer a contabilidade socioambiental como ferramenta
de transparência e suporte à tomada de decisões sustentáveis, tanto no
campo contábil quanto para a sociedade contemporânea.
O caso do Estado reflete dilemas reais vividos por diversos estados brasileiros,
como o Rio Grande do Sul, que em 2023 sofreu enchentes históricas, e a
Amazônia, que enfrenta taxas alarmantes de desmatamento (INPE, 2022). A
análise crítica desse cenário permite compreender como políticas públicas
pouco efetivas, somadas a pressões econômicas, aprofundam os impactos
socioambientais. Além disso, o Brasil possui compromissos internacionais, como
o Acordo de Paris e a Agenda 2030 da ONU, que exigem ações efetivas a
favor da sustentabilidade.
A metodologia adotada foi a de revisão bibliográfica com abordagem
qualitativa, baseada em um recorte temporal de 2021 a 2025 para garantir a
atualidade da pesquisa. O levantamento de dados ocorreu no Portal de
Periódicos CAPES, utilizando os termos-chave "Desmatamento", "Crise
Climática", "Judiciário Brasileiro" e "Sustentabilidade", além de analisar o
Relatório Síntese do IPCC, os dados do INPE e IBGE.
Os efeitos da crise climática afetam de forma mais intensa comunidades
vulneráveis, expostas a enchentes, secas e queimadas (Martins, 2023). As
enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024 e 2025 evidenciam a
gravidade dos eventos extremos e as deficiências de infraestrutura para
mitigá-los. Essa situação configura um estado de coisa inconstitucional
ambiental, ao violar o direito fundamental ao meio ambiente equilibrado
previsto no art. 225 da Constituição Federal (Brasil, 1988). No campo
educacional, Oliveira, Genovese e Araújo (2023) defendem uma educação
ambiental crítica e transformadora, capaz de promover maior
conscientização coletiva. A transição energética representa tanto um desafio
quanto uma oportunidade, visto que, apesar do potencial de geração de
empregos verdes, setores ligados ao petróleo e ao carvão ainda exercem
forte influência econômica (Souza; Tonella, 2024). O desmatamento,
responsável por mais de 80% da perda de áreas amazônicas destinadas à
pecuária e à soja, agrava a crise climática e compromete a segurança
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hídrica (Ramírez, Pérez; Cutiño, 2022; Andreza, Diniz, Dantas, Cartaxo, Teixeira
de Macedo, Sales dos Santos, José de Santana; Gonçalves, 2024). Em
resposta, o governo federal reafirmou, em 2023, o compromisso de alcançar
o desmatamento zero até 2030, e a realização da COP30 no Brasil, em 2025,
reforça o papel do país nos debates internacionais sobre sustentabilidade.
Nesse contexto, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n.º
760, em tramitação no STF, busca responsabilizar o Estado pela omissão no
combate ao desmatamento (Ferreira; Corleto, 2023).
Conclui-se que a superação desses desafios requer políticas públicas
integradas, participação ativa da sociedade, fortalecimento da Educação
Ambiental e atuação firme do Judiciário contra retrocessos. O equilíbrio entre
economia, justiça social e sustentabilidade é condição essencial para que o
Brasil honre seus compromissos internacionais e assegure às futuras gerações
o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entre as soluções
práticas, destacam-se a ampliação de incentivos fiscais para o uso de
energias limpas, o fortalecimento da contabilidade socioambiental, a
adoção de relatórios de sustentabilidade pelas organizações e o estímulo a
investimentos verdes como estratégias de desenvolvimento sustentável.  

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Publicado

08-12-2025

Como Citar

Moraes Chaves, G., Matias Pereira de Jesus, F., Pavarin, L. H., Randon, V. A., Adriele Pirovano Aloncio, R., & Farinon, K. (2025). CRISE CLIMÁTICA E SUSTENTABILIDADE NO BRASIL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Videira, 10, e39000 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/apeuv/article/view/39000

Edição

Seção

Área das Ciências Sociais – Resumos expandidos