BIOÉTICA E VACINAÇÃO: AUTONOMIA VERSUS RESPONSABILIDADE COLETIVA
Resumo
A vacinação representa um dos maiores avanços em saúde pública, mas também desperta dilemas bioéticos ao colocar em tensão a autonomia individual e a responsabilidade coletiva. O presente artigo tem como objetivo refletir a respeito dos dilemas bioeticos que envolvem a vacinação obrigatoria e o papel a enfermeira neste contexto. A autonomia garante o direito de cada pessoa decidir sobre intervenções no próprio corpo, enquanto a responsabilidade coletiva sustenta que a imunização é um dever social essencial à proteção da comunidade, especialmente de grupos vulneráveis. No contexto das campanhas de vacinação, o desafio ético consiste em equilibrar a liberdade de escolha com o bem comum, evitando imposição, mas promovendo decisões conscientes e solidárias. O profissional de enfermagem desempenha papel central nesse equilíbrio, atuando como mediador entre ciência, ética e comunidade. Cabe ao enfermeiro promover educação em saúde, fornecer informações claras e baseadas em evidências, respeitar valores individuais e incentivar a reflexão ética sobre o impacto coletivo das escolhas pessoais. Assim, conciliar autonomia e responsabilidade exige diálogo, empatia e compromisso com a equidade, elementos que sustentam uma ética do cuidado comunitário voltada à proteção da vida e ao fortalecimento da confiança social na vacinação.
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