Entre a autonomia aparente e o controle algorítmico: A uberização como processo de precarização do trabalho
Resumo
A uberização surge como continuidade de um processo de precarização iniciado com o avanço do neoliberalismo, que flexibilizou vínculos e deslocou riscos para o trabalhador. As plataformas digitais intensificam essa lógica ao oferecer uma falsa autonomia baseada no autogerenciamento subordinado, no qual a pessoa organiza seu trabalho, mas permanece totalmente dependente de algoritmos que controlam acesso às tarefas, remuneração, desempenho e possibilidade de bloqueio. Esse modelo gera vigilância constante, instabilidade, ausência de direitos e transferência integral dos custos ao trabalhador. A pressão para estar sempre disponível, somada à instabilidade financeira e às avaliações dos usuários, produz jornadas extensas, autoexploração, ansiedade, estresse crônico e risco de adoecimento mental, como burnout. A Psicologia do Trabalho destaca que esse sofrimento é estrutural, não individual, e defende ações coletivas, redes de apoio e políticas que garantam dignidade e proteção social. Se quiser, posso ajustar para um número exato de caracteres.
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