Entre a autonomia aparente e o controle algorítmico: A uberização como processo de precarização do trabalho

Autores

  • Flávia Ahrenfeld UNOESC
  • Sara Eliza Pereira Deus UNOESC
  • Adriely Bernardi Felicetti UNOESC
  • Kettlyn Locatelli UNOESC
  • Laura Ellen Sestren UNOESC
  • Mateus Rodrigues de Oliveira UNOESC

Resumo

A uberização surge como continuidade de um processo de precarização iniciado com o avanço do neoliberalismo, que flexibilizou vínculos e deslocou riscos para o trabalhador. As plataformas digitais intensificam essa lógica ao oferecer uma falsa autonomia baseada no autogerenciamento subordinado, no qual a pessoa organiza seu trabalho, mas permanece totalmente dependente de algoritmos que controlam acesso às tarefas, remuneração, desempenho e possibilidade de bloqueio. Esse modelo gera vigilância constante, instabilidade, ausência de direitos e transferência integral dos custos ao trabalhador. A pressão para estar sempre disponível, somada à instabilidade financeira e às avaliações dos usuários, produz jornadas extensas, autoexploração, ansiedade, estresse crônico e risco de adoecimento mental, como burnout. A Psicologia do Trabalho destaca que esse sofrimento é estrutural, não individual, e defende ações coletivas, redes de apoio e políticas que garantam dignidade e proteção social. Se quiser, posso ajustar para um número exato de caracteres.

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Publicado

01-12-2025

Como Citar

Ahrenfeld , F., Deus, S. E. P., Felicetti, A. B., Locatelli, K., Sestren, L. E., & Rodrigues de Oliveira, M. (2025). Entre a autonomia aparente e o controle algorítmico: A uberização como processo de precarização do trabalho. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Videira, 10, e38936. Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/apeuv/article/view/38936

Edição

Seção

Área das Ciências da Vida e Saúde – Resumos expandidos