ACESSIBILIDADE NO AMBIENTE ESCOLAR: REFLEXÕES TEÓRICO-LEGAIS E PRÁTICAS DE SENSIBILIZAÇÃO NO ENSINO MÉDIO

Autores

  • Jeferson Eduardo Suckow Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Alana Etges Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Allana Meneguzzi Piacentini Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Nicolle Kurutz Weber Universidade do Oeste de Santa Catarina
  • Taissa Porto Faria Universidade do Oeste de Santa Catarina

Resumo

Este trabalho tem como objetivo apresentar aos alunos do ensino médio os
principais conceitos de acessibilidade, evidenciando que sua compreensão
vai muito além do acesso físico. A acessibilidade constitui um requisito
fundamental para a promoção do direito de ir e vir, inclusão social e
cidadania plena para todas as pessoas, especialmente aquelas com
deficiência ou mobilidade reduzida. Destaca-se como a eliminação de
barreiras físicas, arquitetônicas, urbanas, comunicacionais, pedagógicas e
sociais contribui para uma educação verdadeiramente inclusiva, conforme
apontam autores como Manzini (2005) e Gomes e Francisco (2008). Além disso,
o texto busca fomentar a formação cidadã e o desenvolvimento do
pensamento crítico, relacionando diretamente o papel do arquiteto urbanista
na concepção, planejamento e adequação de espaços acessíveis, em
conformidade com as normas técnicas e leis atuais, como a NBR 9050 e a Lei
Brasileira de Inclusão.

De acordo com a NBR 9050 (ABNT, 2004), acessibilidade refere-se a
“possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a
utilização com segurança e autonomia de edificações, móveis, espaços e
equipamentos urbanos por qualquer pessoa”. Já a Lei nº 10.098/2000
estabelece normas gerais e critérios para garantir a acessibilidade, enquanto
a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) determina que a acessibilidade
seja promovida em todos os ambientes, públicos e privados, garantindo
direitos universais.
Os autores Santos, Santos e Ribas (2005) e Azevedo (2003) evidenciam que a
acessibilidade engloba múltiplos aspectos, como saúde, educação, emprego
e participação social — sendo responsabilidade coletiva garantir a supressão
de obstáculos e a adaptação dos espaços.
O presente trabalho adota abordagem científica qualitativa, utilizando
revisão bibliográfica em documentos oficiais (NBR 9050, LBI) e literatura, além
de descrição de experiências escolares com dinâmicas de sensibilização
sobre acessibilidade. As atividades foram planejadas considerando princípios
do desenho universal e procedimentos de avaliação inspirados em
protocolos, que propõe uma análise integrada das barreiras nos percursos
cotidianos das instituições educacionais.
Constatou-se, durante as atividades propostas pelos alunos, a presença de
diferentes barreiras — algumas ambientais e outras atitudinais — que
dificultam a participação e a autonomia das pessoas com deficiência no
ambiente escolar e urbano. A análise reforça que a eliminação de obstáculos
não se resume a adaptações arquitetônicas, mas exige transformações
culturais e educacionais, conforme defende Manzini (2005) e a própria LBI.
Além disso, a literatura sugere que o sucesso das ações de acessibilidade
depende de uma gestão integrada, adoção de normas técnicas e
participação ativa da comunidade, dando ênfase ao papel pedagógico do
arquiteto e urbanista na promoção de cidades mais justas.

O estudo evidencia a necessidade de ampliar o debate teórico-legal sobre
acessibilidade desde o início da formação universitária, estimulando não
apenas o atendimento às normas, mas especialmente o desenvolvimento de um olhar crítico e sensível à realidade social, cultural e educacional envolvida
na promoção da inclusão. A formação universitária em arquitetura e
urbanismo deve valorizar não apenas o domínio técnico da NBR 9050 e da Lei
Brasileira de Inclusão, mas também a compreensão da ética do Desenho
Universal e das práticas de sustentabilidade e humanização de espaços.
Dessa forma, recomenda-se a leitura sistemática da legislação específica,
aliada ao aprofundamento em artigos científicos, estudos de caso e vivências
profissionais, promovendo o diálogo constante entre teoria e prática. A
articulação do ensino com experiências consolidadas e projetos
interdisciplinares proporciona aos futuros arquitetos e urbanistas uma
formação capaz de responder aos desafios atuais — ressaltando sua
responsabilidade social e potencial transformador para criar ambientes
urbanos e educativos mais inclusivos, equitativos e acolhedores.
Além disso, destaca-se que a educação para acessibilidade deve abranger
todos os níveis de formação, desde o ensino médio até a pós-graduação,
contemplando ações formativas, workshops, visitas técnicas e o incentivo ao
protagonismo estudantil na avaliação e proposição de soluções para
eliminação de barreiras, fortalecendo a cidadania e promovendo a justiça
social no espaço construído.
PALAVRAS-CHAVE: Acessibilidade; Inclusão; Desenho Universa

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Publicado

17-11-2025

Como Citar

Suckow, J. E., Etges , A., Meneguzzi Piacentini, A., Kurutz Weber, N., & Porto Faria, T. (2025). ACESSIBILIDADE NO AMBIENTE ESCOLAR: REFLEXÕES TEÓRICO-LEGAIS E PRÁTICAS DE SENSIBILIZAÇÃO NO ENSINO MÉDIO. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc Videira, 10, e38802 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/apeuv/article/view/38802

Edição

Seção

Área das Ciências Exatas e Tecnológicas – Resumos expandidos