PRÁTICAS CORPORAIS/ATIVIDADE FÍSICA E POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE
Resumo
A promoção da saúde vai além do cuidado com doenças, envolvendo
também a melhoria das condições de vida, trabalho, lazer e participação das
pessoas na comunidade. Nesse sentido, as práticas corporais e atividades
físicas (PCAF) têm papel essencial, pois favorecem a autonomia, o bem-estar
e a criação de vínculos sociais. Essas práticas não devem se limitar à
transmissão de informações ou a exercícios prontos, mas precisam oferecer
espaços de aprendizado, diálogo e convivência que fortaleçam a
coletividade e a qualidade de vida. No Sistema Único de Saúde, as PCAF
foram incluídas como parte das ações de promoção da saúde. A análise
mostra que a principal motivação para sua implantação está relacionada ao
enfrentamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. No
entanto, existe um descompasso entre o que é planejado e o que realmente
é colocado em prática, o que dificulta a ampliação e a consolidação dessas
iniciativas. Apesar de avanços e reconhecimento, ainda há desafios para
torná-las uma política pública mais sólida e duradoura. Para isso, é necessário
aproximar o planejamento das ações do cotidiano, ampliar o acesso,
incentivar a participação da comunidade e valorizar as dimensões sociais e
culturais da atividade física. Em síntese, as PCAF têm grande potencial para promover saúde e melhorar a qualidade de vida, desde que sejam
compreendidas como práticas educativas, culturais e sociais, e não apenas
como forma de prevenção de doenças.
Palavras-chave - Promoção da saúde; Práticas corporais; Atividades físicas;
Sistema Único de Saúde; Políticas Públicas; Qualidade de Vida.
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