BANCO DO BRASIL (BBAS3) X SANTANDER (SANB3): ANÁLISE DE DESEMPENHO E VIABILIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA (2022-2024)
Resumo
O setor bancário brasileiro, formador do Sistema Financeiro Nacional (SFN), desempenha um papel fundamental na economia do país, atuando como intermediador financeiro e influenciando diretamente o desenvolvimento de diversos segmentos do sistema econômico (Banco Central, 2025; Souza et al, 2017). Diante de características específicas e crescente concorrência entre essas instituições, a análise econômico-financeira, por meio das demonstrações contábeis, permite o cálculo de indicadores contábeis e financeiros, possibilitando compreender a saúde financeira das empresas, mensurar riscos e retornos potenciais e observar tendências (Banco Central, 2025; Souza et al, 2017: Ross et al, 2015).
Frente a essa questão a pesquisa tem como problema: Qual a viabilidade econômico-financeira de investimento entre duas instituições financeiras do setor bancário listadas na B3, considerando indicadores de desempenho e retorno no período de 2022 a 2024? Sendo assim, a pesquisa teve por objetivo realizar uma análise comparativa entre Banco do Brasil S.A. (BBAS3) e Banco Santander S.A. (SANB3) e avaliar a viabilidade de investimento entre as duas empresas. A pesquisa se justifica pela relevância da busca e análise de indicadores entre empresas do mesmo setor que contribuem para apoiar investidores e demais interessados na tomada de decisão, reduzindo a probabilidade de risco.
A pesquisa caracteriza-se como descritiva, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados por meio do site Investing, com foco nas informações extraídas das demonstrações contábeis referentes ao período de 2022 a 2024. A seleção das empresas ocorreu devido à sua consolidação no mercado e ao amplo reconhecimento no setor bancário.
O Banco do Brasil apresentou crescimento contínuo no lucro líquido, passando de R$ 31,1 milhões em 2022 para R$ 35,4 milhões em 2024, além de ultrapassar os R$ 100 milhões em receita no último ano analisado. O Santander, por outro lado, registrou quedas na receita em 2023 e recuperação parcial no ano seguinte, mas sem ultrapassar os R$ 50 milhões de receita no período.
A margem líquida do Banco do Brasil manteve-se estável em torno de 35% durante os três anos, enquanto o Santander apresentou queda acentuada de 2022 para 2023, recuperando-se parcialmente em 2024, encerrando com margem de 28%. O ROE do Banco do Brasil variou entre 19% e 20%, demonstrando rentabilidade consistente, enquanto o Santander oscilou entre 8% e 13%, o que indica menor retorno ao acionista.
Quanto à liquidez, o Banco do Brasil mostrou evolução positiva, reforçando sua capacidade de honrar obrigações no curto prazo. O Santander também demonstrou capacidade de pagamento, porém apresentou leve instabilidade no período. O Santander ainda reduziu significativamente seu endividamento em 2024, mas não foi possível comparar diretamente com o Banco do Brasil devido à falta de informações sobre a dívida total desta instituição.
A análise de investimento reforçou a atratividade do Banco do Brasil, com VPL positivo de R$ 4.304,31, TIR de 14% e payback de 2 anos e 3 meses, o que o torna um investimento viável e de retorno mais rápido. Em contrapartida, o Santander apresentou VPL negativo de -R$ 59.359,47, TIR de -27% e um tempo de retorno estimado em aproximadamente 6 anos, caracterizando um investimento arriscado e pouco atrativo.
Diante do exposto, conclui-se que o Banco do Brasil apresenta melhor desempenho financeiro geral, maior solidez em termos de liquidez e estrutura de capital, melhor potencial de retorno ao investidor com risco compatível, e indicadores que demonstram crescimento sustentável. Enquanto isso, o Santander, embora tenha relevância no mercado, apresenta resultados mais voláteis e menor atratividade do ponto de vista de investimento.
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