JUSTIÇA E PRIVACIDADE: UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA A PARTIR DO CASO ESCHER

Autores

  • Emanuelle Letícia Ries Brites UNOESC

Resumo

O artigo examina a privacidade como limite estrutural ao exercício do poder estatal em contextos de segurança pública. Investiga-se se restrições à esfera privada, ainda que justificadas pela ordem pública, são compatíveis com uma concepção substantiva de justiça democrática. A fundamentação teórica apoia-se na teoria da justiça como equidade de John Rawls e na concepção de direitos como trunfos de Ronald Dworkin. Por meio de método analítico-argumentativo e da reconstrução do Caso Escher e outros vs. Brasil, sustenta-se que a relativização indevida da privacidade compromete a igualdade política e a legitimidade democrática. Conclui-se que a privacidade constitui condição normativa da justiça, e não obstáculo à segurança pública.

Palavras-chave: Privacidade; Justiça; Direitos Fundamentais; Vigilância Estatal; Caso Escher.

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Publicado

2026-06-10

Como Citar

Brites, E. L. R. (2026). JUSTIÇA E PRIVACIDADE: UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA A PARTIR DO CASO ESCHER. Anuário Pesquisa E Extensão Unoesc São Miguel Do Oeste, 11, e39563 . Recuperado de https://periodicos.unoesc.edu.br/apeusmo/article/view/39563

Edição

Seção

Área da Ciência Jurídica – Artigos