MIGRAÇÃO, DESIGUALDADE E CUIDADO: UM OLHAR CLÍNICO COM ÊNFASE NA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA.
Resumo
O estudo discute o processo psicoterapêutico de uma mulher imigrante em situação de vulnerabilidade, atendida sob a perspectiva da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP). A cliente, marcada por violência de gênero, pobreza e ruptura familiar, vivenciava intenso sofrimento decorrente da separação dos filhos e das condições precárias de sobrevivência no país de acolhida. O estudo apresenta o acompanhamento clínico como espaço de elaboração de experiências traumáticas e reconstrução da autonomia, destacando a importância da escuta empática, da aceitação incondicional e da presença autêntica da terapeuta. A discussão aborda os limites da empatia em contextos interculturais, reconhecendo que a vivência da cliente ultrapassa o universo experiencial da profissional. Além disso, analisa-se a imigração forçada como fenômeno atravessado por desigualdades sociais e estruturais, que não podem ser ignoradas no setting clínico. Por fim, evidenciam-se os potenciais da ACP na promoção do fortalecimento interno, possibilitando que a cliente recupere sua voz, reconheça seus recursos e reconstrua sentidos sobre sua própria história. Conclui-se que o atendimento clínico ético e sensível às diferenças culturais é fundamental no cuidado psicológico a imigrantes em situação de vulnerabilidade.
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