LACUNAS DE CONSERVAÇÃO NO SISTEMA NACIONAL DE ÁREAS PROTEGIDAS DA GUINÉ-BISSAU: O CASO DA REGIÃO DE OIO
Resumo
Este artigo analisa a importância da expansão das áreas protegidas na Guiné-Bissau, com ênfase na região de Oio, que não possui unidade de conservação estatal formalmente instituída. A pesquisa, qualitativa e exploratória, baseia-se em revisão bibliográfica e documental de artigos científicos, relatórios institucionais e documentos normativos sobre conservação da biodiversidade e gestão ambiental no país. Os resultados indicam que a concentração histórica das áreas protegidas em zonas costeiras e marinhas produziu assimetrias territoriais relevantes, deixando o interior exposto à exploração madeireira, às queimadas, à expansão agrícola e à degradação de ecossistemas florestais. Em Oio, essas pressões se intensificam pela dependência direta das comunidades locais dos recursos naturais e pela ausência de mecanismos estatais de proteção. Desta forma, acredita-se que a ampliação da rede de áreas protegidas, articulada à educação ambiental, à cogestão comunitária e à oficialização de florestas comunitárias, constitui estratégia essencial para fortalecer a conservação da biodiversidade, reduzir o desmatamento e, assim, promover equidade e justiça territorial na Guiné-Bissau.
Palavras-chave: biodiversidade; desmatamento; Guiné-Bissau; justiça territorial.
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