INFLUÊNCIA DA AGRESSIVIDADE TRIBUTÁRIA NO FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL EM EMPRESAS LISTADAS NA B3
Resumo
O estudo teve como objetivo verificar a influência da agressividade tributária no fluxo de caixa operacional em empresas listadas na B3. Para tal, realizou-se pesquisa descritiva, documental e quantitativa, em empresas que possuíam dados disponíveis para o estudo no período analisado. Deste modo, a amostra perfez 364 companhias em 2011, 372 em 2012, 383 em 2013, 404 em 2014, 415 em 2015, 428 em 2016, 468 em 2017, 495 em 2018, 529 em 2019, 567 em 2020, 590 em 2021, 610 em 2022, 639 em 2023 e 654 em 2024. Totalizou 6.918 observações. Os dados foram coletados da base de dados da Economática. Para a análise dos dados, foi utilizada a regressão linear com o uso do software SPSS®. As variáveis dependentes investigadas foram: a) Fluxo de Caixa Operacional (FCXOP); b) Saldo Final do Fluxo de Caixa (SFCX). A variável independente foi o Book Tax Difference (BTD) e as variáveis de controle foram: a) Tamanho (TAM); b) Endividamento (END); c) Retorno sobre os ativos totais (ROA); d) Nível de governança corporativa (NCG). Os resultados indicaram que empresas que apresentam algum nível de agressividade tributária estão associadas a um maior fluxo de caixa operacional. Além disso, observou-se que empresas mais agressivas buscam a elisão fiscal como forma de reduzir o pagamento de tributos. A pesquisa destaca que a compreensão dessa relação é essencial para a análise financeira e tributária das companhias listadas na B3.
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