NEUROCISTICERCOSE E EPILEPSIA: IMPACTOS NEUROLÓGICOS DA INFECÇÃO POR TAENIA SOLIUM
Resumo
A neurocisticercose (NCC) é a infecção parasitária mais frequente do sistema nervoso central, causada pela forma larvária da Taenia solium, constituindo importante problema de saúde pública em países em desenvolvimento. Sua principal manifestação clínica são as crises epilépticas, especialmente em regiões endêmicas, onde pode responder por até 30% dos casos de epilepsia. A infecção ocorre pela ingestão de ovos do parasita por via fecal-oral, estando associada a condições precárias de saneamento básico, higiene inadequada e criação de suínos sem controle sanitário. O processo inflamatório decorrente da degeneração dos cisticercos pode provocar alterações estruturais cerebrais, aumento da pressão intracraniana e calcificações, favorecendo a epileptogênese. O diagnóstico baseia-se principalmente em exames de neuroimagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de testes laboratoriais complementares. O tratamento envolve o uso de antiparasitários, corticosteroides e fármacos antiepilépticos. Diante de seu impacto neurológico, social e econômico, a NCC exige estratégias integradas de prevenção, vigilância epidemiológica e políticas públicas intersetoriais.
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