CAMPANHA DE VACINAÇÃO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA A PREVENÇÃO DE DOENÇAS IMUNOPREVENÍVEIS
Resumo
Introdução: a imunização é uma das principais abordagens para a
prevenção e erradicação de várias doenças. Contudo, a falta de informação
e oposição de uma parte da sociedade continua a ser uma dificuldade,
tornando crucial a função da educação em saúde, que tem como objetivo
informar e incentivar comportamentos preventivos. Nesse contexto, o
enfermeiro desempenha o papel de facilitador do conhecimento, guiando e
despertando a conscientização da comunidade a respeito da relevância das
vacinas. Objetivo: promover a conscientização da comunidade sobre a
importância da vacinação, como uma medida essencial para prevenção de
doenças, bem como incentivar a adesão às vacinas por meio de ações
educativas acessíveis e acolhedoras. Metodologia: trata-se de um relato de
experiência de uma atividade de educação em saúde nomeada de “Ações
preventivas: intensificação vacinal por meio da Campanha Nacional de
Multivacinação” (SVSA, 2025). A atividade foi desenvolvida no dia 18 de
outubro de 2025, no período matutino, no município de Iporã do Oeste, Santa
Catarina, por estudantes da 6ª fase do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). A atividade faz parte
das Atividades Práticas de Extensão (APEx) que compõe a grade curricular do
curso. A atividade teve o intuito de conscientizar as pessoas sobre a
importância da vacinação, em especial, de crianças e adolescentes. Foram
desenvovidos materiais educativos e certificados de coragem para as
crianças vacinadas, tornando o momento mais educativo e humanizado,
além da entrega de folhetos informativos, balões e conversa com as mesmas.
Resultados e discussão: o resultado da atividade foi muito satisfatório, pois os
pais demonstraram aprovação quanto à ação realizada e as crianças
apresentaram mais alegria e coragem, já que o ambiente se mostrou
acolhedor, humanizado e divertido, promovendo momentos de brincadeira e
descontração. Entre os pontos negativos, destacou-se a desconfiança de
alguns pais, especialmente em relação à vacina contra a Covid-19; contudo,
as estudantes sempre buscaram esclarecer dúvidas, manter o diálogo e
praticar a escuta ativa. O Brasil é um dos países que oferece o maior número
de vacinas de forma gratuita (Galhardi, 2022). Entretanto, de acordo com o
MInistério da Saúde, a hesitação vacinal é influenciada por múltiplos fatores,
entre eles a confiança nas vacinas e nas instituições, a percepção de risco, o
acesso às vacinas, a baixa percepção da gravidade de doenças que podem
ser prevenidas com a vacinação, o contexto socioeconômico e cultual, além
da comunicação (Brasil, 2025). A atividade mostrou-se válida, com ampla
participação de todos os envolvidos, incluindo a equipe de enfermagem do
posto de saúde, os pais e as crianças. Conforme dados do Ministério da
Saúde, a cobertura vacinal em Iporã do Oeste, em julho de 2025, apresentou
valores superiores a 96,49% para crianças menores de um ano, exceto para a
vacina Pneumocócica 10, que não atingiu a meta de 95%, registrando 94,74%,
enquanto a vacinação contra a Covid-19 permaneceu em 0%. As coberturas
vacinais para crianças de um ano e para adultos chegaram a 100%. Quanto
à vacinação ao nascer, a BCG atingiu 94,74%, superando a meta de 90%,
enquanto a aplicação da vacina contra Hepatite B em menores de 30 dias
alcançou 91,23%, não atingindo a meta de 95%. Comparando com o ano de
2024, a cobertura vacinal contra a Covid-19 apresentou piora, passando de 4,63% para 0%, ndicando a necessidade de estratégias específicas para a
melhora desse índice. Por outro lado, as vacinas BCG, Hepatite B e
Pneumocócica 10 registraram melhores desempenhos, com 100%, 98,15% e
104,63%, respectivamente. Em 2024, a cobertura da tríplice viral, 2° dose para
crianças de um ano, estava em 94,44% e a da varicela em 82,41%, ambas
inferiores aos valores atuais. As demais vacinas não apresentaram alterações
significativas,
mantendo resultados satisfatórios. A campanha de
conscientização sobre a vacinação no município de Iporã do Oeste,
confirmou a importância da educação em saúde, especialmente por meio
das abordagens humanizadas que reduziram o medo infantil e engajaram
pais e comunidade, embora ainda se perceba a falta de confiança
persistente em relação à vacina contra a Covid-19, o que requer dedicação
contínua para enfrentar a desinformação. Considerações finais: para concluir,
a iniciativa reforça o papel do enfermeiro na promoção da vacinação e na
prevenção de doenças, sendo fundamental a realização de campanhas
similares, com a inclusão de tecnologias digitais e monitoramento constante,
para construir uma comunidade mais saudável e informada.
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